sexta-feira, 2 de outubro de 2009
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
O FIM DA RESISTÊNCIA
Amigo, amiguinho, amigão, esquece o teu esqueleto, cumpadi. No fim é tudo em que pensas: como vou ficar pra posteridade? Tipo os primitivos faraós mumificados, cheios de tesouros enfiados no cu das entranhas da pirâmide. O povão, claro, desde que o mundo é imundo, à míngua eles ficaram. Já o faraó... 5 mil anos parece que não passaram praquela múmia...
Esquece isso. E isso de coração também. Isso é uma bobagem. Coração, cérebro, pulmão duodeno... Até os rins que vazaste às fraldas. Essa é a parte que os vermes mais desejam, fedelho. Isso teu eles devoram com uma fome... Na conta dos vermes, tu também não passou de estatística. Mais uma refeição frugal. Só que eles não perdem tempo calculando. Aliás, os vermes, que tão aí pra isso, tão aí para isso, os vermes. Estão muito mais cumprindo a missão deles que você que és calouro na carreira de verme.
Ah que vontade de chamar-te féla da puta, como fosses íntimo, meu!... Esquece essa porra de esqueleto, bundão mole! Pensa naquilo que não vês, caralho! O que não vês é o que não aparece na ribalta pros críticos julgarem... Condenar você, por mais proba, pobre e miserável que seja sua realidade pregressa, alguém há de condenar. Assim como os vermes te devorarão, criticar é a missão dos que te julgaram. Cada qual no seu cada um. Então, não adianta o quão até os dentes do esqueleto estivestes aramado em vida. No fundo, assassino, vendedor de crack, matas por tabela, cagando pras consequências, porque ninguém nunca deu atenção pro bonito que tinhas na alma. Ninguém te viu no teu lado bom, AC (antes do crime). né? Quando ainda eras uma criança inocente... Aquele lado bem B, que escondeu, porque julgavas teu pior ângulo, ficou pruma próxima tentativa de encarnação. E tu vais encarnar outro bã bã bã, Dã! Claro! É a lógica da vida. Não aprendestes com a passada, há de aprender na próxima! Putz! Como essa lógica é simples de se entender!... Porque pro “viadinho” CB, sangue bom, perdeu o talento? Porque, sangue bom, sensível é coisa de boiola? Foi o que pensou, cretino? E daí, desse pensamento tosco, pro bicho solto que és, foi um tibum? Então volta, exterminador do futuro! Volta! Você nem prestou atenção à série. Não notou que até o robô indestructível, voltou sensível, sangue (digo, óleo) bom. A vida imita a arte e a vice, versa.
Então pensa bem se queres ser identificado pela balística, pela mandíbula da arcada ou pelo fiapo de cabelo que apareceu em meio aos escombros dos pneus. Porque de corpos saradões bad boy, que tanto valorizas - sem dar trela nem a pobre de sua mãe - uma boa alma pede pra sair. E quando sai... essa é a pior parte: sai louca pra continuar fazendo merda. E renasce na pobreza de novo, de novo e de novamente!... Daí surgem os capetas. Daí aparecem os pastores da Universal. Espertos eles tiram todo o dinheiro de sua mamãe, na promessa de livrá-lo do mal, do teu inferno. Quem mexe com droga tipo crack, enfim, quem lida com o lado torto da vida, invariavelmente entra no círculo vicioso. Daí, quando mamãe pensa que está rezando pela tua alma, o teto do templo desaba na cabeça dela e foda-se. O dízimo tá salvo. Prá igreja que mamãe frequenta, a fiel cumpriu o seu papel (moeda).
Este é o recado pro torto que vende. Não posso esquecer o "direito" de quem compra. Você usuário, tem todo direito - de se espelhar na foto acima.
Aí, hein! Cheio das carnes... Os vermes já te olham ao cumprido com garfo e faca nas mão...
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
IMAGEM TAMANHO FAMÍLIA

Daí que o negócio é o seguinte: dia seguinte a (quase) surpreendente vitória do Gabeira sobre o sobrinho do procurador de Jesus, começam a pipocar nas 1ªs páginas dos jornais cariocas a posição "isenta" da imprensa em relação aos candidatos ao 2º turno. Gabeira estampa, na foto, a posição relax na piscina do Clube de Regatas do Flamengo, pra não deixar dúvidas o seu lado Coroa-Garotão-Candidato-Zona-Sul... E pra completar o clichê senvergonha, de sungão!... Que aí já sugere logo a velha história da tanguinha de crochê roxa, as "Dunas do Barato" do Pier... a orientação sexual meio dúbia e fica tudo, pacote completo, numa pose. Enquanto, na mesma 1ª página - afinal, estamos numa democracia -, Eduardo Paes se mostra na situação em que a conservadora e ampla maioria da classe média prefere: jovem, boa aparência, temente a Deus, bem casado, terno e gravata, como é de bom tom e em plena campanha beijando senhorinhas na rua... Qual a paga que O Globo obteve por entrar nesse joguete sórdido de fotos de duplo sentido? A sessão de cartas (hoje) lotada de protestos dos cariocas indignados - esses mesmos, os tais inocentes...
Maya, assume aí! Embora o vídeo antecipe, sem inocência, a cabeça d'água de esgoto inatura que vem por aí, se o pai enfrentar com a tua tenacidade, vai ser quase tão bonito de se ver quanto você nas ondas. Aliás, minto. Minto não, apelo! Dizer de beleza em se falando de política e Rio de Janeiro, é feio. Deixa o bonito pro amanhã. Afinal a bela imagem hoje aqui é você. Que papai acompanhe.
sábado, 4 de outubro de 2008
terça-feira, 30 de setembro de 2008
GABEIRA EM QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA

PRA MIM, HONESTAMENTE: CARIOCA ALFABETIZADO, CONSCIENTE QUE DIZ NÃO A FERNANDO GABEIRA, PODE IR TIRANDO O PASSAPORTE DE DESERTOR E IR VOTAR NO MCCAIN LÁ IN NEW YORK. A RELAÇÃO É ESSA AÍ: SE GABEIRA É ALGO OBAMA, OS OUTROS (NO PÁREO) SÃO MUITO MCCAIN. "AH, VOU VOTAR ÚTIL PRA NÃO DAR (A)O BISPO"... BLIM BLOM: ÍRIS LETTIERI ESTÁ CHAMANDO! E ADIANTA ESSE PASSO PRA NÃO PERDER AVIÃO!
E TOM JOBIM FEZ TISC TISC TISC... FIQUEM AGORA COM O NELSINHO MOTTA, QUE É UM GENTLEMAN, PORTANTO, SEMPRE MAIS COMEDIDO:
É uma felicidade democrática ter alguém que realmente representa no Congresso o que você pensa e acredita. Isto também é quase ridículo, porque é uma exceção do que deveria ser a norma, como é em países civilizados. Mas fiquei ainda mais orgulhoso agora que ele impôs suas condições para ser o candidato da frente PV-PSDB-PPS à prefeitura do Rio de Janeiro. Não pediu poderes ilimitados, nem caminhões de dinheiro, nem submissão dos partidos à sua vontade: exigiu uma campanha limpa, sem ataques pessoais, preropositiva; divulgação pela Internet dos fundos e despesas da campanha, e o principal: caso eleito, que o secretariado seja escolhido por méritos e critérios profissionais e não partidários, sem o habitual loteamento como moeda de troca por apoio político. Ele não acha que só porque 'todos' fazem errado ele deve fazer também. É quase uma utopia. Mas se é a realidade em países civilizados, por que não, um dia, no Brasil? Conhecido por sua trajetória dedicada aos direitos humanos, à ecologia, saúde, educação e cultura, com reconhecida capacidade de diálogo democrático e tolerância, sem concessões à ladroagem e à política-como-ela-é, o que ele propõe é o óbvio. Mas parece um sonho quase impossível. O Rio de Janeiro merece esta esperança.
sábado, 20 de setembro de 2008
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
O dia em que Emanoel deu de pensar ou "O culpado é o bom senso"
O culpado dis...(Fecha a braguilha e sai. Disfarça) O culpado disso é esse imenso mar de gente a sua volta, pensando e desejando tudo ao mesmo tempo agora. Resultado, para a mais natural transgressão, haverá sempre uma testemunha ocular do fato. E da foto, nesses tempos de "sorria!"... Mas quem disse que não há espaço também pra isso, ou qualquer outra liberdade? Só que o seu termina onde começa o dos outros...(É braguilha ou barriguilha? Eu sempre fiz confusão com essa palavra) E essas fronteiras são determinadas por uma expressãozinha chave mestra, de nome bom senso. Com ela, toda e qualquer porta se abrirá sem abracadabra, sem senha particular, sem QI - de quem indica... Sem nada além do coeficiente de inteligência, porque, no bom senso (Sorria, agora é sério, você acaba de adentrar o 2º restaurante mais fino da cidade, agora vá acabar o que tinhas começado ali na arvore) a inteligência é primordial. Não há mágica no bom senso. O próprio princípio já é a magia. No bom senso não se está de posse de nada. Nada que outro ser sensato também não tenha acesso (Caramba, ocupado?... Tudo bem, mas, mija rápido, ô bacana...). Portanto tudo, no bom senso, é de todos! Com ele, esse coringa que bate e substitui todas as cartadas dos insensatos, é-se capaz de se ter tudo o que se deseja. Por que não? (Porque esse riquinho não abre a porra dessa porta? Tá evacuando? Mas logo agora? Isso é hora de rico sofrer um piriri?) Por exemplo: há bom senso no trânsito caótico urbano? Buzinas, eu, você... Buzinamos todos com bom senso enquanto há trocentos carros, com a mesma pressa e o sinal está fechado prá nós, que somos jovens? E mesmo que ele abra... Quem disse que tens a preferência? Sua pressa é mais urgente do que a de quem está a seu lado? (Pior que é, caralho! Sai logo daí, mauricinhoi dos infernos!) Bom senso é phoda, parcero... Porque ele está sempre pronto a te mostrar aquele tal outro lado, que na maioria das vezes você despreza. E o outro lado é tão simplesmente, outro ser que deseja! Melhor! Que necessita, ser, na maioria das vezes, tão cheio de urgências, quanto você (Mas nem por um caralho, esse daí o é!...). No trânsito, então, porque a pressa? Óbvio! Porque alguém, sem senso comum, numa escala hierárquica feita pra te pôr em seu devido lugar, te ordena a produzir mais e mais e muito mais! E você, com teu bom senso refletido no desejo de um sem-senso-algum (um sem noção) esqueceu que está ali, buzinando, pra produzir lucros nababescos, pra esse safado! (Calma, tu já tá se estressando) que tem a preferência de tudo! (Se vacilá, é meu chefe, o cretino, que não desocupa essa fossa comum dessa espelunca!)... Afinal ele é o chefe! Tua pressa não é sua, afinal. (Afinal, sai ou não sai, esse nababo desse rabo?) Não é legítima então! E teu desejo é menor! Alimentas apenas a ambição de alguém, sentado numa sala maior que o seu condomínio classe média, aboletado numa poltrona maior e mais confortável que a sua cama de casal, luxo único de solteiro (pelo qual ainda estás pagando)... E ele está lá agora, com uma das secretárias gostosas, que neste exato, massageia as costas e o ego do todo poderoso... (Será que estão trepando aí dentro?) E, lá no asfalto, ainda buzinas feito louco! (Ai, meu Deus... Nock, nock, nock on heavens door...) porque não pode deixar o chefe esperando. Mesmo que ele nem saiba o seu nome! Tem algum sentido nisso?
"Quer saber? Vou agir, no trânsito, da mesma forma serena e civilizada que procedo diante dessa porta fechada" (agora você pensou com o bom senso e a razão).
Mas enquanto raciocinas sobre como lidar com as injustiças sociais desse mundo, este imenso porquinho redondo, azul com uma fenda nas costas, sua vontade de mijar e sua "dança do apertado" já deu até o que falar e reparar no lá no bar... Cheio de seu educado senso - que é bom, é bem paciente - dê mais 3 últimas pancadinhas nessa porta... “Alô!” Ninguém responde. Você olha pro toillete vago ao lado, com aquela plaquinha indicando “mulheres de fino trato” (O fino trato fui eu que improvisei) Mas está livre! E você medita... (Mais?!)
"Meus deus, quanto bom senso eu tenho!"... (pois é. Daqui há pouco, mijas as calças...) Então você entra muito rápido e, ao invés de fazer de pé, senta-se educado, respeitando assim a maneira feminina de se fazer as coisas... Nunca fora do penico. Isso! Não pensa mais não, pensador! É só uma mijada breve, vai lá, entra e faz!
Toc, toc, toc... Putz, agora estão batendo na tua porta – que não é tua coisa nenhuma! Nem aqui é o teu lugar!... Teu lugar era o poste, Mané! E é uma mulher madame, claro!, quem bate... Você não pode dizer “já vai!”. A moça saberá quem você é ("Um homem! E pobre! Que nojo!"), e num restaurante chique assim, ela pode chamar até o gerente. Quiça os seguranças... Com tua sorte, a polícia. Pior! Você pagará por ser um cavalheiro! Um cidadão que, por não querer urinar na rua, entrou de gaiato nesse restaurante chique que não te pertence! Nunca, nunca pertenceu, ao padrão pé sujo que você costuma freqüentar. Por isso estás tão intimidado? Mas, vem cá, porque não mijou nas árvores como faz qualquer mortal comum desta cidade porca?... E, sentado? És gay, por acaso?!
Pára de pensar, rapá! Já estás se confundindo. Destranca logo essa porta e... A lá! A moça fina está bem na tua frente como previstes... E com as mãos na cintura. Ao lado do marido inquisidor - essa tu não previu. Vejamos como te tratam.
“Mas, como assim? O senhor não devia ir neste aqui?” Aponta a mulher, para a porta escancarada do reservado dos homens.
“Perdão, senhora, mas estava ocupado e eu...”
“Não estava ocupado não, senhor. Estava aberta, não é amor?
“Era só empurrar com mais força”, amizade - complementou o maridão meio cordato, outra metade totalmente sardônico.
Você disfarça e resolve dizer, usando do bom senso e aquele rasgo de sinceridade remoída na espera, que...
“Não se preocupe dona, em respeito às damas, eu fiz tudo sentadinho aqui”.
O que deu em você, rapaz? Não é de bom tom ser tão sincero. E, “tudo” o Q, cara pálida? Claro, também, que tais pessoas, as quais, provavelmente, seriam do convívio de teu patrão, se o conhecessem, não tinham o direito de começar a te zoar levantando a mão e gritando...
“Garçom! O número dois!”; “O número dois, Garçom!”; Você esqueceu do número dois, garçom!”; “É dois, hein, garçom?!”...
Caralho. Acabei de passar por um corredor polonês de injúria e difamação. E foi só um pipizinho... Que baixaria. Só porque são ricos? E ricos não mijam, não cagam, nem nunca se atrapalham?...
E tu sai dali tão atordoado com a acolhida que tá pronto pra topar com o primeiro gelo baiano que se lhe aparece na calçada. E tu de sandálias de dedo. As mesmas, por sinal, que denunciaram-lhes o mulambo alienígena que és naquele high societ hostil. Comprasse as havaianas, a 14 euros no estrangeiro... Mas tu com o dedão estraçalhado, se esvaindo, nem cogita mais ater-se a essas barganhagens com tua imaginação delirante. Num ato desesperado, levanta a soteropolitana pedra e tu...
“Aos diabos com o bom senso!" Se houvesse trilha sonora, você ameaçador com esse pedregulhão erguido nas mãos, seria a melô do Zaratrusta 2001 Uma Odisséia No Espaço, o tema. Emblemática cena... “Só de sacanagem, eu vou...” – Nããão! - a voz da consciência e do bom senso soa tão desesperada que o efeito é de um poderoso alarme (Car Sistem) ante-furto - Diga-me que você não vai fazer o que está ameaçando fazer!
“É isso mesmo!... Era o que eu deveria fazer. Barbarizar com todos os vidros desse Citroën Grand Xsara Picasso aqui!... Símbolo fálico maldito! Mas eu sou da paz. Só vou afastar a pedra pra que ninguém mais se machuque.”
"Ô, rapaz! Quê que isso, tá maluco!? Querendo arrombar meu carro, seu moleque? Segura ele, segurança! Pst, você manobrista, que que tá aí parado? Chama o gerente e manda ele ligar pra polícia. Mas, hei!... Alto lá. Eu não conheço você, ladrão?... Você não é o...?"
Como poderia eu adivinhar que, no restaurante da esquina, aquele que é o 1º mais elegante da cidade... Que nem disfarçado de homem invisivel, entrarias - a não ser com uma senha, e haja QI pra freqëntar... -, jantava, ele mesmo. O seu injustíssimo patrão!? E, vê que máximo! Ele sabe o teu nome, o sobrenome, e até sua ridícula 'ex'-posição no trabalho! Agora ele, homem probo que é, ajuda os policiais a fazer justiça com as próprias mãos...Tapa na cara sim, porque dispensar as formalidades?
Enfim, perdeste completamente o bom senso e a razão. Falta-lhe só aquele estágio na Faculdade do crime. Afinal, mudastes numa tacada o referencial. Vergonha deixou de ser essa bobagem de mijar civilizadamente, na elegância. Vergonha agora é não roubar, nem carregar e ainda porriba sair arrastado pr'alguma averiguação... Daqui pra frente, rebeldia pouca é bobagem!
“Vãobora, ladrão, perdeu! Perdeu, vagabundo, tu perdeu!”
"Ó como o cara tá sangrando, Peçanha! Deu tiro no pé, ladrão?"
“Não, dotô! Tem tiro nenhum não, dotô... Eu sou trabalhador... Só fui dá uma mijadinha inucente ali, dotô...”
Parabéns! Teu bom senso é tão automático que já estás verbalizando tal e qual um legítimo detento.




