TRILHA SONORA
... E assim, naturalmente, como é da nossa vocação, a Cidade Maravilhosa (e também guerreirra), fecha com chave (e a taça) de ouro, sua Trilogia da Paz! Ave Rio, Ave Flu!...
A benção João de Deus.
Você vê televisão mr.? A maioria dos sábios prefere o eletrodoméstico no quarto (de empregada) via de regra, desligado. Eu não. Também estou longe de ser sábio. Gosto da TV. Uma relação de amor e ódio eu tenho com ela. Mas assim também foi com os maiores amores da minha vida, então... Mais do que odiar, também gosto de amar. Mas foi sob o domínio da ira (não chega ao ódio, tbm), um sentimento bem baixo, confesso, mas que ainda luto, com uma preguiça tbm confessa, para me livrar, que escrevi a essa postagem. Escrevi no imediato em que assistia ao Esporte Espetacular - depois da Formula 1. Dizer ou sugerir, “ora, pra que existe o controle remoto ou o liga desliga”? pra mim nem sempre adianta. Queria ficar ligado na evolução dos fatos sobre o quadro de saúde do Massa (que azar, hein, e o Rubinho? Dessa vez tive dó! Pobre Barrichello, e, logo o Barrichelllo?!) Então, o aparelho desligado ou em outro canal poderia esquece-lo assim. Deixei quieto aturando um sujeito que consigo ter mais bronca do que o grande imperador dos chatos, Galvão Bueno! Aí não resisti e tive que escrever o que escrevi. Ainda, durante algumas horas, pensei, tu juro que pensei!, se blogava ou deixava a raiva passar. Quer saber, mr.? Agora já sabes. Publiquei. E ainda tenho a cara de pau de te chamar para a discussão.
Afinal, assistes televisão, mr.? Ou és um sábio com dependência de empregada? Se assiste, acho, ou melhor tenho certeza, que entenderá a minha bronca. Ou não. Mas se não, tens a chance de zurrar aí nos comentários... Só não dê coices em mamãe!
"Trocadilhos e metáforas a caminho do pódio
Por José Carlos Aragão em 17/7/2007
Mal começou o Pan-Americano 2007 e já podemos ver que a transmissão ou cobertura do evento, vez por outra pisa na bola - com o perdão do trocadilho.
A propósito, é justamente o trocadilho um dos fortes candidatos à estrela do jornalismo nesse Pan, dando continuidade a uma tendência que já vem de outras Copas do Mundo, Olimpíadas e congêneres.
E, nesta modalidade, ninguém deverá conseguir tomar a medalha de ouro do repórter Régis Rösing, da TV Globo. Há muito, Rösing abdicou do texto jornalístico em suas matérias, preferindo sempre criar situações que favoreçam a exibição de seu duvidoso talento para o humor e a poesia – com o perdão, agora, dos verdadeiros humoristas e poetas.
Em suas reportagens, cuidadosamente editadas em uma obsessiva busca por imagens que lhe permitam explorar o duplo sentido de palavras ou expressões, a informação tornou-se um componente supérfluo. Não há dúvida que seu texto é todo costurado em função das imagens captadas do fato, e selecionadas de modo a permitir alguma articulação dialógica entre o que se vê e o que se fala (ou se ouve, do ponto de vista do espectador), sempre com o seu desejo de fazer rir se sobrepondo ao objetivo de informar. Deve ser por isso que suas entradas ao vivo são mais raras (afinal, é difícil fazer humor ao vivo, poucos têm talento para tal). E, quando entra ao vivo, Rösing faz questão de estampar aquele sorriso-padrão de quem está se achando engraçado, mas, na verdade, não passa de um engraçadinho.
Não que humor e jornalismo esportivo na tevê sejam incompatíveis, mas é que a equipe do Rockgol da MTV já está completa. Também o pessoal do Casseta & Planeta e do Pânico na TV, em suas ocasionais incursões pelo universo do esporte, revelam competência bem maior. Em suma, de uma forma ou de outra, o Repórter Vesgo consegue ser mais repórter, que o Régis Rösing, humorista.
Metáforas e premonições
Com a mesma determinação com que busca o trocadilho, Rösing não perde ainda a oportunidade de criar uma metáfora, exercitando também sua pretensa veia poética. Mais uma vez, o resultado passa longe de um Armando Nogueira – só pra citar um dos grandes mestres desse ofício. E não chega aos pés nem de um Pedro Bial, que sempre resolve retornar à poesia, quando dos grandes eventos esportivos.
O grande valor de Rösing é que ele, como brasileiro que é, não desiste nunca. Mesmo sem obter o almejado sucesso nas carreiras de comediante e de poeta, Rösing passou a se dedicar com afinco uma nova carreira: a de vidente.
Em toda reportagem sua sobre qualquer competição esportiva, é inevitável que ele grave um stand up ou passagem diante de um lance ou jogada que esteja acontecendo naquele justo momento, ao fundo, geralmente descrevendo o próprio lance ou antecipando o resultado final da contenda. Não há nenhum mistério nesse pseudo-exercício adivinhatório: ele grava várias tentativas ao longo de uma partida ou competição e aproveita apenas a que der certo. Ele deve pensar, com certeza, que o espectador é idiota e acredita piamente em seus infalíveis "poderes premonitórios". Não bastasse termos que assistir a essa recorrente patacoada, o diabo é que a coisa prospera: outros repórteres já estão adotando também o modelito, Brasil afora, em suas coberturas de partidas de futebol.
Nem tudo está perdido, todavia. A Globo ao menos trouxe de volta da Inglaterra o excelente Marcos Uchôa. Dono de um texto claro, informativo e completo Uchôa, quando se mete a fazer piada, não se serve da notícia pra fazê-lo; ao contrário, usa do humor para ilustrar melhor ou enriquecer a informação."
Por José Carlos Aragão em 17/7/2007
Pena o texto não discorrer sobre o (mau) caráter pieguístico desse pretenso jornalista. Agora especializsta em matérias exaltando o poder de reação a qualquer tipo de adversidade humana. Então, se o jornalismo esportivo global quer falar sobre assuntos como para-atletas “especiais”, países miseráveis (como se o nosso... vá lá, nariz não ficasse bem na reta!) e o amor pelo esporte (que salva) e et céteras do gênero, chama o Rosing que ele resolve! Aí temos que aturar aquele texto pueril dramatizado por indefectíveis violinos de fundo meloso. Tudo de um primarismo básico e na medida exata para comover os imbecis. A matéria dele hoje no Esporte Espetacular sobre a paixão pelo futebol de criancinhas, amadores e candidatos a profissionais
Ah... É verdade esse negócio de odiar é um sentimento muito baixo mesmo. Concordo. E não recomendo. Mas tenho um consolo. Exite ao menos duas pessoas nesse mundo que odeiam mais o Rosing que eu. O cinegrafista e o editor de imagens dele.