Morgan merece mais um capítulo. A sua música reverbera no jazz e no coração dos jazzófilos. Se a sua vida, como de tantos outros, teve suas agruras, isso não sufocou sua criatividade. Antes, como tantos outros (de novo), foi a música, a sua arte, que suportou, que emoldurou e emoldura a sua vida. (...) Na sua precoce trajetória, ainda nos anos cinqüenta, nos legou uma série de gravações de sonoridade especial. Ainda pouco mais que um adolescente, com a passagem de Clifford, em 1958, Morgan se tornou a bola da vez. E passou a representar o som do trompete. (por Salsa/Jazz & Backyard)
Meu coração soluça quando o vejo, mais uma vez, desfalecido sobre a mesa de bilhar dessa espelunca. Oh, Lee, Lee, eu achei seu trompete. Vem comigo, vem... Assim, assim, apóie-se em mim. Vamos, vamos, eu arranjei uma gig para você. Será com Freddie, ele quer muito te ver e ouvir. E uma voz pastosa sussurrou: ah, minha queridinha, eu só preciso dormir mais um pouco, minha Helen...
Blakey me disse que a heroína há muito havia se tornado a vida de Lee. Por isso o mandou embora. Ele não conseguiria mais tocar. Mas Lee não está morto. Minha vida é sua, Lee! É sua. A minha vida é a sua... Malditas lembranças, malditos pensamentos em mim... Mas eu dei a vida a Lee, eu o fiz renascer... E. Como ele brilhou. Você sabe, todos sabem. Você já o ouviu tocando I remember Clifford? Ouça, ouça. Eu não teria forças para fazer tudo de novo... Perdê-lo para uma vadia drogada ... Perdê-lo para a heroína. Ah, meu herói, eu não poderia deixá-lo morrer sugado por vampiros. Mato-o eu. (por CD / Jazz & Backyard & Nonato)*
Da série 'Sônica Caixa de Pandora'. Quando todo o mal e o bem têm duplo sentido inversamente proporcional.
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Para não dizer que só as drogas são as responsáveis pela morte prematura dos gênios da música... As vezes, raras vezes, até o bom e velho amor verdadeiro também é capaz de matar.
Morgan bio.:
O trompetista Lee Morgan, instrumentista de enorme técnica e invenção emergiu na cena do jazz em meados de 50 com um som remanescente de Clifford Brown. Rapidamente, desenvolveu seu próprio estilo, fundindo os clássicos motivos de bebop com modernos ritmos, harmonias e melodias.
Morgan nasceu em 10 de julho de 1938, na Philadelphia, dentro de uma família musical, aprendendo através de aulas particulares e se iniciou profissionalmente com a idade de 15 anos. No verão de 1956 ele se integrou à big band de Dizzy Gillespie, onde tocou até 1958 quando ele foi para o Jazz Messengers.
Também em 1956, Morgan gravou sua primeira sessão para a Blue Note, “Presenting Lee Morgan”, o primeiro disco entre quase trinta que gravou para este selo. Ele voltou para sua cidade natal em 1961 para trabalhar com o saxofonista Jimmy Heath, entre outros. Lee retornou a New York em 1963 para desenvolver seus projetos de gravação com a Blue Note. Depois de um novo trabalho com Blakey de 1964-65, ele só trabalhou como líder de grupo.
Na Blue Note, o maior sucesso de Morgan foi em 1963, com “Sidewinder” (...)**
Quando Morgan morreu aos 33 anos já tinha o seu lugar na história do jazz. Uma namorada de muito tempo, Helen More, o assassinou com um tiro, no palco do “Slug”, um nightclub de New York, no dia 19 de fevereiro de 1972. Depois de cometer essa barbaridade, More deixou o nightclub, voltou para casa e se suicidou com um tiro no coração.
Lee Morgan (Indestructible Lee) part 1
Lee Morgan (Indestructible Lee) part 2
Sob patrocínio do blog amigo/recem descoberto: Jazzcrisis
** No link, este Sidewinder, mais "The Procrastinator" restaurados pro leitor. Recomenda-se, aos não iniciados em Morgan, começar a procura da obra, por esses dois álbuns.
Fonte para a "Morgan Bio" Clube do Jazz
Grato a todos.



