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domingo, 22 de abril de 2012

A DMCA E SEUS ASSECLAS



Acabo de receber mais um recadinho do Blogger, que, entre muitas utilidades também se transformou no garotinho de recados da DMCA. E eis porque o saco deste blogueiro já se expandiu ao ponto da implosão perda total...:  

"Removemos a sua postagem porque fomos notificados que ela infringia os direitos autorais. Você pode visualizar* a notificação que recebemos e, se quiser, contestar a remoção preenchendo este formulário, que irá gerar uma contranotificação na Lei de Direitos Autorais do Milênio Digital (DMCA). O DMCA é uma lei de direitos autorais dos Estados Unidos que fornece diretrizes para fornecedores de serviços on-line de hospedagem em caso de violação de direitos autorais. O administrador de um site afetado ou o fornecedor de um conteúdo afetado pode registrar uma contranotificação de acordo com as seções 512 (g) (2) e (3) da Lei de Direitos Autorais do Milênio Digital ou outra lei aplicável. Assim que recebermos uma contranotificação, poderemos reintegrar o material em questão. Para registrar uma contranotificação conosco, você deve fornecer as informações especificadas no seguinte formulário. Observe que você pode ser responsabilizado por danos (incluindo custos e honorários advocatícios) se apresentar de forma inapropriada que aquele material ou atividade não está infringindo os direitos autorais de outros. Consequentemente, se você não tiver certeza se certos materiais infringem os direitos autorais de outros, sugerimos que você entre em contato com um advogado primeiro."

* Pra começar, não consegui visualizar picles. Mas, como o que os olhos não vêem, o coração nem tchum, que postagem vocês removeram eu nem vou mais querer descobrir.

"de acordo com as seções 512 (g) (2) e (3) da Lei de Direitos Autorais do Milênio Digital - carái, essa lei vêi pra ficar.

Aliás, removeram a postagem??? Geralmente vocês não removem o link pro álbum? Em que um texto de postagem - meu - infringe direitos autorais de outrens?

E ainda que mal lhes pergunte, direitos autorais de quem, cara pálida? De que artista? Taí  um  exemplar modelo de "pergunta que não quer calar".

Em suma, no supra-sumo da intolerância, o que vocês, arcanjos do Todo Poderoso  Deus Mercado estão me dizendo é: "Vai encará... seu bostinha?"

A propósito, por falar em mercado-deus, alguém lembra de um filme de Hector Babenco intitulado "Brincando nos campos do Senhor"?

Sinopse: "Um casal de missionários e seu filho pequeno embrenham-se na selva amazônica brasileira para catequisar índios ainda arredios à noção de Deus."

Não à toa hoje, nas cidades todas muito bem catequisadas, "campos do Senhor" bom e seguro pra brincar é Shopping Center. E há de ser muito ingênuo quem ainda não percebeu onde esse Nosso $enhor quer chegar.


sexta-feira, 23 de março de 2012

Hei! Sem tensão...

SE A NAÇÃO ESTÁ DE CHICO
N'OUTRO DIA FICA FÉRTIL.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Ao Rio (quase) de Janeiro de 2011...

Mais um recado a nossa Cidade, dessa vez vindo da Venezuela:

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Instant Karma



Bom dia musa única do meu desejo kármico carnal! Como acordou hoje? Tomou o seu remédio? ("...") Karma?

Xeu tentar te explicar sobre o que acho seja o karma... Você não acredita, mas eu e o John, acreditamos. E, sabe, princesa? Pra quem acredita, o karma não é uma coisa ruim. Não,  porque as pessoas vivem se referindo ao karma tipo: “ele é meu karma” - deve ser o chefe escroto, o marido beberrão, violento, o filho drogado, etc, etc... Mas karma não é só um mal em si, ele é todo o conjunto das ações (negativas ou positivas) desta ou de outras vidas  pelas quais você, eu e todo o mundo já passou. São as pendências. Se você trabalhou num escritório abarrotado de burocracia, você sabe que se não der conta do trabalho daquele dia, ele fica acumulado para o outro. Isso é o teu, na falta de um nome melhor, burokarma rotineiro dos nossos dias úteis (rs). Mas, isso não quer dizer que um dia, entre as pastas e questiúnculas burokármicas deixadas pro day after, não tenha um documento da chefia, te informando que fostes promovida, olha pra isso – karma! Ou, uma correspondência que não tiveste tempo de abrir, informando-lhe que tens uma vistosa herança a receber - karma, também!

Como não somos perfeitos – isto é, não atingimos a iluminação -, as pendências, sempre irão existir, tanto as boas como as más. Então quem sabe, uma pendência que eu tenha “desgraçadamente” que cumprir, não seja, ainda nesta vida, ser feliz com você numa casinha caiadinha de chaminé e fumacinha com lareira nos aquecendo, e todas as etceteras de feijão com arroz, mas com aquele temperinho gostoso que só você tem prazer em nos oferecer? E a dúvida, o “quem sabe”, é porque a gente nunca sabe, na verdade. Se soubéssemos, não haveria mais karma, nem do bão, nem do mal, a cumprir, pois já que sabemos, ao sabermos, já atingimos a iluminação. E o que acontece quando se atinge a iluminação? Essa é a parte que desconheço. Porque, em teoria, quando se atinge esse grau de conhecimento, sabe-se tudo sobre como a vida se processa. Sabe-se sobre todas as vidas anteriores e aí, que função se tem a cumprir? Pra que voltar se não há mais karmas a pagar ou receber?

Ah, deixei um misterioso John que acredita em karma. Esse John é o Lennon. E a letra (Instant Karma), diz exatamente o que o karma significa. Mas, dirigido, não aos que não acreditam como você, meu benzinho (para que não penses que estou te forçando a acreditar, por que senão... uhuhohohohahah! – gargalhada demoníaca, vais queimar no mármore do inferno). A letra de Instant Karma é especificamente dirigida aos que se acham todo poderosos e passam por cima de todo mundo (comum, como eu e você) como um rolo compressor, acreditando que a única vida é só a que vivemos e quando se morre, aproveitou-se ao máximo, curtiu-se horrores, e se viveu como se quis, marajá, sem medir conseqüências. A idéia perfeita do karma aí está: quando não se paga nesta, paga-se na outra vida, e na outra e na outra e infinitamente nas próximas até se corrigir. Assim como o mundo, a nossa terra, ela vai se aperfeiçoando, porque aquilo que te disse, a perfeição da vida se constitui em propagar-se imperfeitinha, para que as coisas vivas e as pessoas, tenham que ir se consertando indefinidamente ao longo dela própria. Só não sei o que acontece, quando ela, a vida, atinge a perfeição. E/ou, no nosso caso, nós, à iluminação. Mas como faltam infinitas vidas a viver, talvez o segredo esteja em não perseguir tanto a iluminação, mas tentar se aperfeiçoar para não nascer na próxima encarnação com karmas piores a cumprir. Há os que dizem que todos os desvios graves de caráter, poluem tanto o mundo quanto essa  poluição material que está mudando o clima do planeta... Daí, você veja que maravilha será se um dos meus karmas seja viver feliz com você! Deve significar que o último eu das vidas passadas, tenha sido uma pessoa boa praça, preocupada em melhorar e que, o mais legal: não tenha poluído tanto a terra de mau caratismos cretinos e agora não tenha tantos mais e piores karmas a pagar, mas, na média, tenha mais e melhores karmas a receber. Como por exemplo você. Essa pessoinha iluminada, que nem carece de acreditar em nada. Que presente!  Né? Eu é que não vou reclamar da minha sorte.

Mas menina, eu ia te falar de outras coisas, sei lá, coisas até de amor, e olha o que saiu!

Então, mudando de assunto, me diga: como acordou esta manhã? Já tomou o seu remedinho? Por favor hein, bom. Não quero receber o karma de uma moça  linda, apaixonada, mas com um defeito, cujo qual (adoro cujo qual!) é ser temosa como Q e cisma em não se cuidar tipo uma cazuzinha rebelde a cantar, "não posso causar mal nenhum, a não ser a mim mesma" como se causar mal a si, não atingisse aqueles que te amam... Ah! No mais, se eu for teu karma, se agarra n'eu e ponha o capacete.

Beijos de quem te ama. Se te ama te cuida. Karma bom, viu?

quinta-feira, 8 de julho de 2010

A.M.O.R.A.M.A.R.A.M.E.M. AMAR E NÃO AMARRAR NINGUÉM



Gota, Gotosa , Gotinha, Momô, Musamô, Princesinha, Kutchuka, Delicinha, Purezinha, Bebêzin, Prendaminha, Amor da minha vida, Meu tudo enfim, Coisikinha, Deusinha, Delicadeza, Ternurinha, Pescocinho, Bicuda, Bombonzinho, Ishkindô de Iaiá...

Ô-mô-deusô! do que mais eu te chamo, nesse tatibitati do amor? Quanto carinho você faz transbordar de mim! Eu fico bobo, derretido, completamente exposto, aparentemente indefeso, ao mesmo tempo tão alerta, tão pleno, tão me sentindo o máximo, me sentindo vivo, me sentindo útil, me sentindo lógico, fértil, rico, inteligente, perspicaz... Bonito, até! Era só o que me faltava. E acima de tudo, amado, admirado, imprescindível, insubstituível..

Que responsabilidade lidar com todas essas sensações de poder! Sem me corromper, ser possessivo, me tornar arrogante, me sentir melhor do que os demais... Mas me sentido a mais especial das criaturas. Se isso não é amor, o q é? E em sendo amor, que outro sentimento equilibra toda esse poder, sem fazer um estrago devastador no próprio caráter. Por exemplo, no de um homem fraco para amar? Pense: seres corruptos amam? Meu palpite é que não amam! Já que tudo que têm é possuído. É posse. Todos os fracos de caráter não são capazes de amar. Eles pensam que amam, porque nessa hora, a primeira, quando o verdadeiro amor quer se manifestar, eles querem se sentir normais como nós! Mas acreditam que, por possuir, a posse é o fim, como finalidade. Sendo a posse o que os faz acreditar que podem tudo o mais: roubar, matar, burlar as leis e serem diferenciados no meio da multidão. Compram o que e quem querem. E põem a leilão, quando não querem mais ou a pique, quando ameaçados. Mas, principalmente, desprezam as pessoas comuns que amam este amor comum que antes desejaram ter pra si. Este mesmo amor que eu amo. Este amor que não se vale do poder espiritual, sensitivo, da boa e velha argumentação e da boa e velha ponderação, para passar por cima dos outros. Este amor romântico e puro, é o que mais dói-lhes nos cornos! Porque? Foi dito lá encima: não há poder maior! E não há poder tão inacessível aos que se contentam com a posse. Amor comum? Impossuível aos fracos de caráter. Daí o ódio. Aos comuns, o amor!

É provável que nem amem mulheres comuns, até porque as comuns nem se apresentam para eles. Não fazem parte do mobiliário ou do ambiente comum a esses todo poderosos. Daí é certo que no meio ambiente deles, o amor não encontre a atmosfera propícia para se propagar. Definitivamente, possuir não é amar! Nunca! Em hipótese alguma! Possuir é uma merda. Na maioria dos casos. E só quem ama, entende esta total discrepância. Um fim, no sentido de adeus, nesse universo do “Ter” dos capitalistas, mercantilistas, consumistas, imediatistas, sexistas, midiáticos.

Mas ninguém acredita n’alguém tão cheio de certezas, certo? Então, mesmo diante das incertezas do amor, achem alguém especial, cumulem-se a ambos, da certeza de que um é para o outro aquele que procura e acordados, façam, de preferência juntos, sentirem-se on the top tipo como descrevi lá encima. E aí, sim, venham me dizer do contrário. E aí vos direis: “do contrário, não é amor.”

Dedicado a um novo amor, quase "ex".

Poema no alto na foto: Carlos Drummond de Andrade.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Com endereço certo. E nada a ver com o futebol.



UFA!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Bobby Jaspar Revisited (50's, compilação de 1975)



BOBBY JASPAR BIO

(livremente* traduzido do blog “Musica desde las antipodas”)

Nascido Robert Louis Joseph em 20 de Fevereiro de 1926 en Lieja (Bélgica), Bobby Jaspar poderia ter-se convertido, se não houvesse morrido tão prematuramente, num dos maiores inovadores do jazz europeu. Capaz de tocar um grande número de instrumentos (sax tenor e barítono, clarinete, piano, flauta e clarinete bajo), ainda muito jovem foi introduzido ao jazz por sua tía. Inicialmente tocou dixieland nun grupo do próprio bairro, mas breve foi seduzido pelos sons mais afeitos a inovações do bebop.

Concatenando os estudos com as atividades musicais, acaba por licenciar-se em Química (talvez seja essa a razão do título de uma de suas composições ser "Phenil Isopropyl Amine", posteriormente reeditado como "Jeux de Quartes" pela Universal em uma coleção "Jazz in Paris"), Mas por fim decidiu dedicar-se integralmente ao jazz em Paris, por volta de 1950, incorporando-se ao grupo de Django Reinhardt. Em meio a uma fracassada turnê pelo sul da França, em 1952, abandona a música e sai em viagem indo morar no Tahití... Retiro espiritual? A história não detalha, mas ao escutar numa emissora de rádio o grupo de Stan Getz, decide regressar a Europa e logo estava de volta a velha Paris onde forma um quinteto, com o guitarrista Sacha Distel como a figura de destaque nas apresentações. Daí, não pára mais, intervem em diversas formações de músicos americanos que visitam Paris e em uma delas conhece a cantora Blossom Dearie*... Abra-te sésamo urgentis um parêntesis! (um amor de formosura e voz aveludada, a cantora mais cool da história do jazz... mas a biografia que traduzo do espanhol não precisa a data do enlace), Jaspar não resiste aos encantos de Dearie e casa-se, provavelmente ali pelos meados dos 50’s. Dearie o animava constantemente a que visitasse os Estados Unidos e em 1956, Bobby se traslada para Nova Iorque, entrando para o quinteto do trombonista J. J. Johnson, alcançando reconhecimento internacional. Em 1957 gravou com John Coltrane "Interplay For 2 Trumpets And 2 Tenors" e durante algumas semanas sustitui Sonny Rollins na formação do quinteto de Miles Davis. Já em 1958 mudaria-se para o quinteto de Donald Byrd. Sua estada em NY é o que pode se chamar de muy fructífera, com numerosas colaborações com os grandes da época e atuações em diversos clubs. Mas também lhe deixa graves seqüelas físicas em conseqüência de sua inclinação ao consumo de drogas. Voltando à Europa em 1961, forma um quinteto com o guitarrista René Thomas, o baixista Benoit Quersin, o baterista Daniel Humair e o pianista, parceiro de Morricone, Amedeo Tommaso – Formação ocasionalmente convertida em sexteto quando da incorporação do trompetista Chet Baker.

Refém do maldito desejo, devido as dificuldades para conseguir drogas na França, em finais de 1962 Bobby Jaspar regressa a New York onde em pouco tempo, menos de um ano, baixa o Hospital Bellevue por causa de uma endocardite. Submetido a complicada operação de coração aberto, Jaspar não suporta à cirurgia e morre, em 4 de março de 1963.

Dotado de uma incrível técnica ao sax e sempre disposto a realizar audazes improvisações, seu lirismo e sua constante busca a experimentação fizeram dele, Jaspar, um músico único do jazz moderno. O mais aclamado da Europa dos anos cinqüenta.

clicando no link Musica desde las antipodas encontra-se uma variedade de álbuns baixaveis de Jaspar, solos ou como sideman de grandes performers do jazz.

O álbum que deixo aqui não consta da lista daquele blog. É uma compilação de sucessos do saxofonistas dos anos 50. Boa audição.

Bobby Jaspar - Bobby Jaspar Revisited - 50's-1975

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Paisagem verbal


Ora, se indico música, porque não recomendar as letras:

Sintam essas:

Como é que eu posso
sentir saudades tuas
se foi nas tuas coxas nuas
que acordei esta manhã?

Que coisa mais louçã
Toda essa minha solidão,
Tudo porque neste meu peito
Não repousa (agora!) essa tua mão

Não te espero com paciência
Te quero com urgência bruta
Com força, e sem delicadeza,
na minha languidez abrupta.

Eu preciso é tocar essa tua carne
e com selvageria de fome,
deixar de ser poeta.
Ser só teu homem.



Quem? Quem? Quem?...

"V. Linné, 22. Um menino mestrando em Literatura, e um poeta que brinca de fazer escritura.

Um rapaz que mora em Tapera e namora Talita.

Um sagitariano com ares de intenso, de insosso, de insano. Uns dias de santo, outros de bruxo devasso. Anjo e Maldito.

Um homem calmo por parte de pai e louco por parte de mãe. Pai e mãe adotivos, virtudes e defeitos adotados.

Um escritor com alguns graus de miopia, algumas nuances de ousadia, cuja vida segue, nem sempre infeliz."

sábado, 3 de abril de 2010

Rachel Hurd-Wood



"Por linhas tortas"? (clik foto 2 times) ... Pensando bem, talvez.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Mama Compilation One


Este post vai cheio de imagems e cheio de vida - em vídeo. É por uma boa causa... uma mulher com a qual me sinto em dívida, por não ter atinado para o seu talento há muitos anos - então é um make mea culpa. Quando a conheci, participando numa faixa num dos álbuns de Michael Franti não dei muita atenção. O Franti - rapper e ativista político, convicto de sua posição como artista com uma missão que vai além (ele acredita) de fazer uma música engajada - era o meu interesse na época. Agora... o meu erro é me perder nos assuntos adjacentes. Já que pra Franti já deixei 2 links - aí atrás.

Então cá o assunto é Marie Daulne! AKA, Zap Mama! Como disse a ouvi há uns bons anos, baixei algumas músicas soltas em tempos de Kazaa, mas havia muita sede de conhecer tudo de todo mundo ao mesmo tempo agora e, eis aqui uma bela fórmula "com sede ao pote", de não se conhecer muito de coisa alguma. Somente no começo desta semana, ao saber de um novo lançamento do Michael Franti, onde, como sempre, Marie Daulne colabora, me lembrei de baixar um disco da moça e ver-lhe a face. Além de descobrir uma artista talentosíssima, que bela mulher encontrei! Vejamos o efeito que ela fará nos vocês. Comigo foi conhecer de verdade e correr atrás de toda a obra da moça (é um grupo vocal mas foi Marie Daulne quem criou o conceito) e ouvir muito atentamente dessa vez.

Ao invés de escolher um álbum para postar - estou numa fase totalmente "compilation" -, fiz um literalmente trabalhaço de seleção - foi um dia inteiro ouvindo e escolhendo faixa por faixa, até fechar o especial da moça.

O texto abaixo, que editei de um blog português fala que as Zap Mama têm, no mínimo, duas fases bem distintas na carreira, total verdade. Como os 7 originais até então editados são de excelente qualidade, me ative ao começo da carreira, onde o que se ouve, sem exagero, pode elevar as Zap Mama, em vossa seleta opinião, assim como na minha já elevou, a categoria de "a mais orgânica banda vocal" que já existiu sobre a Terra. Então dirá o leitor: "mas banda vocal é um contra-senso e se existrir está implícito ser orgânica." Pois é. E eu não podia ter dito orquestra? Mas, só vai entender quem escutar. Elas cantam, não só vocalizações da música como a conhecemos, mas os sons da terra e de tudo que cá habita e ressoa. Pode até haver outros grupos com as mesmas intenções, mas para atingir tamanha qualidade, é de se duvidar quem as supere. Não custa insistir: só entende quem escuta. Na seleção das músicas, detive-me ao meio da tragetória - do começo, quando o grupo era somente vocal até o quarto álbum solo de 1999, já elas acompanhdas de banda. Mas ora pois se não estou a contaire tudo aqui! No texto do português editado continuamos a história.

Filha de pai Belga e mãe Congolensa, Marie Daulne mudou-se para Bruxelas aos 3 anos de idade, quando começou a sua odisseia musical. Enquanto as outras crianças aprendiam a tocar instrumentos clássicos, a mãe de Marie preferiu ensinar-lhe as polifonias dos pigmeus africanos. Aos 18 anos Daulne regressa ao Congo, onde cria o grupo Zap Mama em 1990.

Ao todo (até 2009) editaram 7 álbuns solos. O primeiro, Adventures in Afropea (1992), é estritamente vocal. E já no segundo, Sabsylma (1994), receberam indicação ao Grammy de melhor álbum na categoria "World music". Estes foram os álbuns onde Zap Mama desenvolveu realmente o poder e as possibilidades da voz feminina como instrumento musical. Ver o vídeo desta fase.

Caso não consiga visualizar clique aqui.

Em 1997 com o álbum - Seven, as Zap Mama começaram a trabalhar com instrumentistas, contando com a colaboração de lendas do Reggae e do Dub U-Roy e Michael Franti (Spearhead). No seu quarto álbum - A Ma Zone (1999) - as Zap Mama operaram uma verdadeira transformação musical. O single "Rafiki", com a participação de Black Thought, do The Roots (que não consta desta compilação), foi o primeiro passo para uma nova direção no grupo.

Aqui, com a participação de Erikah Badu:

Caso não consiga visualizar clique aqui.

Nesta "Compilation One", exclusiva da Casa, temos a citada primeira etapa da evolução do grupo vocal. Nas primeiras nove faixas, as moças nos levam por uma viagem à savanasafricana, brincam com o som da fauna local e tribos nativas, sem deixar, com a experiência, de fazer música de ótima qualidade. E quem quiser a experiência sem restrinções, a casa recomenda começar com os álbuns "Sabsylma" da 1ª fase vocal e o "Seven" já intrumentalizado, como dois álbuns mais representativos da carreira das Zap Mama.

Para fechar, uma entrevista com a simpática Marie Daulne que, entre tantas paixões, revela um indisfarçável desejo de mais Brasil. Ela diz que esteve aqui? Tipo, quando? E porque não volta , tipo, zap Mama?

Caso não consiga visualizar clique aqui.

Mama Compilation One (1992 - 1999)

Parafraseando o Mano... Como é bom poder gostar d'outros elementos...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

NA SAÚDE E NA DONÇA, NÉ GUSTAVE?


“A mulher, a quem eu já me esforçava em decifrar (não existe idade em que não se sonhe com isso: quando crianças, apalpamos com sensualidade ingênua o regaço das moças que nos beijam e nos mantém em seus braços; aos 10 anos, sonhamos com o amor; aos 15, o amor acontece; aos sessenta, ele ainda não desapareceu e se mortos ainda sonhamos em nossos túmulos, sonhamos decerto em conquistar sob a terra a tumba ao lado, para soerguer o sudário da falecida e nos unir a seu sono)”


... que certamente, sonha com tal união. Afinal nos esforçamos tanto! É o desejo sobrepujando a morte! "Príncipe encantado" é quem te deseja, mulher. Além do mais, nessas condições, não estás nem mais em idade - de fazer tanta exigência!


No livro "Novembro" do meu camarada Gustave Flaubert (Iluminuras), e da foto que busquei lá do blog de seu Salsa san, reparei agora, na romântica maneira de ver do autor francês, que é tão somente através do desejo e na busca do prazer que a vida encontrou a fórmula exata para teimar em se expandir. Expandir-se A de infinito! Quando existe o desejo, até na morte há vida. Todo desejo é uma espécie de oração. E sem tesão (desejo em estado bruto) não há solução, né seu Roberto Freire? Pois não é que é verdade?


E pra fechar (babaca para alguns, moral da história para os inteligentes), nessa de “ficar”, pegar e beijar na boca 15, numa balada, meu, não se pega, nem se cata ninguém. No fundo, nessa tumba em que Flaubert me enfiou e te meteu a ti jovenzinho que leu, o buraco é mais lá embaixo. Exige concentração e zelo. Na saúde e na doença.


Só existe um tipo de vida: a inteligente que se expande, outros modelos, morrem, uma, duas, infinitas vezes e renascem outras tantas, até pegar - no tranco.


Amiguinhos leitores, não dá pra evitar: quando eu bebo, no day after, invariávelmente, na ressaca eu viro filósofo. Fi-lo porque qui-lo, aquilo que me inquieta.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Sonny Rollins (Road Shows) 2008


Conheci um certo Victor Folquening navegando. Não. Eu não vou explicar o conceito deste blog/site genial. Qualquer pessoa com algumas gramas úteis a mais de massa cinzenta entende. E os com gramas a menos, pastam. O campo é bom. Eu já testei!

Só sei que estou muito grato por este encontro. Feliz a ponto de brindar! Aliás, sorte minha que já estou na função “bebeno”. E mais sorte ainda por ter ele, o Victor, sem saber, me apresentado este álbum (e texto) que é um tratado jazz simples, direto ao ponto. Do jeitinho qu'eu gosto. O trato -do tratado- é justo assim: ouça, pire ou passe batido. E morra sem saber. Porque eu tenho fé nas pessoas mas mais, muito mais ainda, nas tais das outras vidas. Não só acredito como atesto: eu vim de lá eu vim de lá, pequenininho...! Anfã, o essencial quem que makecagô, um um belo dia apreende. A merda é perder a coisa mais preciosa do mundo nesta vida, carái. O tempo. O tal do trem da história... Ou, no caso particularde quem deixou pra lá, o bonde.

O Texto:

“Velhinhos do jazz deveriam se aposentar?

Nem fale uma coisa dessas.

Músicos de todo gênero podem muito bem cair na armadilha de se tornarem covers de si próprios. Veja o caso dessas bandas de rock “metaleiro” dos anos 70.

Mas se determinássemos uma hora em que o intérprete deveria pendurar as chuteiras, como costumamos solicitar a jogadores de futebol como Edmundo ou Dida, o mundo perderia imensamente…

Sei, são coisas diferentes, mas às vezes ambas exigem preparo físico. Imagine se você fosse saxofonista e, ainda por cima, construísse parte de sua reputação com solos de tenor longuíssimos, exaustivos, em altura e potência de tal magnitude que seu apelido se tornasse Colosso… e os fãs esperassem que, quase aos 80 anos, você mantivesse that voodoo you did so well.

Esse cara consegue nos fazer dançar. Mais velho que a soma das idades dos integrantes do RBD. E, se quer saber, ele é melhor do que sempre foi. Mesmo que tenha gravado obras-primas como Tenor Madness (liderando John Coltrane! Em 1956!), Saxophone Colossus, uma coisa deliciosa ao vivo no Village Vanguard em 1957, a famosa trilha original de Alfie, ombreirado com Max Roach e Clifford Brown no (provável) mais espetacular quinteto de jazz jamais gravado, um disco muito estranho com Jim Hall depois de passar uns dois anos tocando sozinho numa ponte… pelo menos metade dos saxofonistas do mundo colocam o nome do camarada entre suas principais influências… mesmo assim, SONNY ROLLINS é melhor do que sempre foi.

Praticamente aos 79!

Enquanto ele faz seus shows por aí, sem nunca cair na cópia de si mesmo, investigando cada vez mais ampla e tranquilamente os limites de suas próprias invenções, aparece no mercado um dos melhores discos de jazz já produzidos.

E não é exagero, pode apostar.

Trata-se de uma coletânea de gravações ao vivo nos últimos 30 anos, com Sonny em diversas formações – que vão de trio a quinteto com guitarra. Música jamais publicada, pois foi registrada por um advogado, Carl Smith, que seguiu o saxofonista por toda a parte, dos EUA à Polônia e Suécia, gravando meticulosamente suas apresentações impressionantes.

A crítica elegeu, em vários artigos, The Road Shows Vol. 1 o melhor disco de 2008.

Por quê?

Bem, em parte porque torcemos por Sonny Rollins, essa instituição do jazz. Mas se qualquer outro, desconhecido que fosse, estivesse no letreiro principal de The Road Shows , as pessoas diriam: “finalmente, um novo Messias para o jazz”.

O som é pleno, vigoroso, desafiador. Os longos solos – como o desacompanhado em Easy Living – surpreendem mesmo quem ouve jazz todo dia. Rollins toma direções imprevisíveis sem deixar cair o beat. Seu calypso, uma marca registrada desde os anos 60, é ainda mais dançante. E é jazz, sem uma nota de condescendência, com todas as armadilhas rítmicas e melódicas que fazem os amantes da música estancarem em suspense, pedir para todo mundo ficar quietinho, e terminar a audição com os olhos acesos, sorriso petrificado e o coração inflamado.

Gostar tanto assim de Sonny Rollins, pelo menos para mim, parece supor um insuportável sinal da personalidade; quem sabe, antes disso, uma carência, uma necessidade de deixar se envolver por algo que soa tão bigger than life, mas, ao mesmo tempo, vulgar e terreno. O volume, a opera brutta de Sonny transporta para além do banal. Aquele som ferruginoso, agressivo, desconcertante, “feio”, coloca gosto de pó e asfalto na sua boca.

É a vida que pedimos a Darwin!

O álbum:

Sonny Rollins (Road Shows) 2008


Sonny Rollins (Road Shows) Parte 2


Em tempo: antes de pensar pq a 1ª parte do texto ficou com uma fonte tão exagerada, melhor creditar as razões ao acaso. De minha parte, gostei do texto do cara. Mas esse destaque, vei de lá, seja lá de onde for. Anfã. Vou beber e amanhã corrijo.


TOMZIN! TE AMO! FAZES UMA FALTA FÉLA DA...... POIS É, ISSO AÍ.


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Porra loca é o caralho!


Dá-nos um segundo da lucidez de um Bukowski, que até essas luzinhas bucólicas, tecnikitsch de natal e de noel... Essas mesmas que regem as nossas vidinhas pueris consumistas, vão piscar como o cu do malévolo e nunca mais se apagarão por completo! Aliás, nossa vida com o impublicável é um eterno lusco-fosco.


Se vai tentar

siga em frente.


Senão, nem comece!
Isso pode significar perder namoradas
esposas, família, trabalho...e talvez a cabeça.

Pode significar ficar sem comer por dias,
Pode significar congelar em um parque,
Pode significar cadeia,
Pode significar caçoadas, desolação...


A desolação é o presente
O resto é uma prova de sua paciência,
do quanto realmente quis fazer
E farei, apesar do menosprezo
E será melhor que qualquer coisa que possa imaginar.

Se vai tentar,
Vá em frente.
Não há outro sentimento como este
Ficará sozinho com os Deuses
E as noites serão quentes
Levará a vida com um sorriso perfeito
É a única coisa que vale a pena.


Charles Bukowski

Texto cortesia: Canbeck

sábado, 17 de outubro de 2009

EM GNG!

"Isso de ser exatamente o que se é, ainda vai nos levar além."
(Paulo Leminski)

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

DISTORÇÃO


Enquanto não fizer mal, continuo obedecendo. Ela me mandou postar assim no original:

"Estive em muitos lugares diferentes; conheci pessoas e paisagens esquisitas; conheci humanos, culturas, climas bizarros; e sempre senti a tua ausência em cada um desses recantos abençoados e malditos; Sei que você não existe - és um anátema de minha existência; contudo, sinto cada emanação de ar que provém de tuas células mitocondriais; o vapor de tua respiração, que indica-me que sim, estás vivo - perhaps, não para mim...
Pisco os olhos pintados, e deparo-me em transe - alguém estava a falar algo que não me convinha - e olho para você, e sorrio por dentro - não importa, estás sempre a repetir aquele discurso enfadonho e nauseabundo....
Penso naquele outro - que provavelmente, nunca mais pensará em mim - é um alívio e uma ironia, pois jamais imaginei que estivesse aqui, refletindo nesse lugar, sem você..."

O humanista rebelde interpretou ao feitio do outro - ele mesmo...

Estive em muitos lugares diferentes e conheci nas entranhas, pessoas e paisagens estranhas. Conheci bem de perto humanos. Rebanhos humanos. Cidades, culturas, climas bizarros, mas sempre senti tua ausência em cada uma dessas paragens abençoadas, malditas, mas singularmente familiares.
Agora sei que você não existe. És anátema da minha existência. Contudo, sinto cada emanação de oxigênio provinda de suas células mitocondriais. Células mitocondriais... O vapor de sua respiração, indica-me que sim, estás viva. Perhaps, não para mim.
Cerro os olhos marejados, e deparo-me lívido - alguém diz algo que não me convém, então olho pra você e sorrio por dentro - não me importa mais se estás sempre redundando. Aquele discurso enfadonho fez sentido finalmente.
Penso no outro que provavelmente não pensa em mim. É um alívio e uma ironia, porque jamais me imaginei aqui, refletindo neste lugar sem você.
No fundo, bem nas entranhas... No interior das mitocôndrias que respiram a dúvida, quem sou? Quem és? Quem, quais e quantos somos? Que diferença faz se não somamos?

domingo, 11 de outubro de 2009

BENNY CARTER (LIVE AND WELL IN JAPAN)



Caro sr. João ou John, está mais que na hora de render-lhe uma homenangem. Este disco que baixei há séculos, re-ouvi ontem e, mr., você tem tem toda razão: é dos melhores álbuns de jazz que se pode ter, ou em espécie no original de fábrica, ou genérico com capinha genérica ou em file de mp3. Não importa tanto a forma de se posuir, contanto que se conheça, que se ouça e se aprecie. Esta é uma homenagem singela ao cara que à distância influenciou o meu gosto pelo jazz. Repare, seu John que usei e abusei de toda a minha habilidade e influência, me aproveitando de um momento de distração do grande Benny Carter e tasquei-lhe um bilhetinho no bolso da camisa xadrez. Consegue enxergar o recado? ... Pois é, está escuro... E talvez a luz não favoreça... Mas lá estava escrito: Essa é pro sr. mr J. Lester.

Não importa ser considerado repetitivo: não há como não voltar a falar sobre Benny Carter sempre que se ouve um novo disco do mestre, como Live And Well In Japan, gravado em 29 de abril de 1977 no Kosei Nenkin Hall, Tokyo. Não apenas pelas excelentes e longas jam sessions que esse álbum traz (a maioria com mais de 10 minutos de duração). Nem tampouco pelos memoráveis solos de Benny e dos demais músicos. Nem também pelo clima contagiante do público que perfuma o álbum com luz e frescor. O que me leva a cansar os leitores com mais uma resenha sobre Carter e sua capacidade de reunir com maestria um grupo tão perfeito e produzir uma música de beleza tão intemporal.

Com Benny Carter estão: Budd Johnson (soprano & tenor saxophones); Cecil Payne (baritone saxophone); Cat Anderson, Joe Newman (trumpet); Britt Woodman (trombone); Nat Pierce (piano); Mundell Lowe (guitar); George Duvivier (bass) e Harold Jones (drums). De quebra ainda podemos ouvir Benny Carter tocando, e tocando bem, o trompete e Joe Newman cantando, e cantando bem, uma homenagem a Louis Armstrong. Confesso: um dos melhores discos de jazz que já ouvi. Vale muito à pena colher no pé esse fruto maduro e suculento e cair no paraíso ...

John Lester (Jazzseen)

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A pedidos...


Estou me despedindo de ti...com toda a força, coragem e segurança que o vinho pode fornecer...suspiro fundo e sinto que com isso, lágrimas quentes e salgadas rolam pela minha face, criando "senderos" que juro que nunca mais serão criados...por tua causa.

Estou bêbada, mas nem tanto...Caro amigo, sorrio triste para aquele adeus q não poderá mais ser postergado. Pelo menos da minha parte, eu sabia que esse momento chegaria...e até que demorou um 'poquito más..."


O que dizer para ti? Não há palavras breves, tampouco belas, para uma despedida curta e amarga, que condiz com a ressaca que terei no dia seguinte.


Deste-me provas de tua amplidão tátil...do jogo do corpo, da sedução, que por tão cega não quis assentir. Pago por isso, é justo. Contudo, repreendo-me e refaço a promessa:

NUNCA MAIS.

Texto da amiguinha querida Laurinha...

Lauria, tá publicado.