sábado, 20 de outubro de 2007

GARY HIGGINS (RED HASH)



Se os Six Organs of Admittance não tivessem gravado uma versão de Thicker than a Smokey, tema incluido no álbum School of the Flower (outra banda que vcs podem aguardar e cobrar que arrente temos tomem), de 2005, é muito provável que Gary Higgins tivesse permanecido no esquecimento a que foi relegado desde o lançamento de Red Hash, quando decorria o longínquo ano de 1973. Cantor e compositor de música folk, pode dizer-se que Higgins teve uma vida atribulada, fechando as portas a uma carreira que, a avaliar pelo único disco que gravou em toda a vida, se apresentava cheia de promessas. Red Hash, que antes da reedição em CD era disputado por coleccionadores que se dispunham a pagar pequenas exorbitâncias por um dos raros exemplares em vinil disponíveis - na altura do lançamento apenas foram colocadas no mercado três mil cópias -, Red Hash foi gravado na correria, em 40 horas, antecedendo o encarceramento de Higgins, durante 13 meses, para cumprir pena por ter sido apanhado vendendo a erva da dona Maria Juana (ler mais aqui). Se os temas compostos neste álbum não bastassem para fazer dele um ponto de paragem incontornável para quem aprecie música folk, todas estas peripécias, por si só, fariam de Red Hash um disco muito especial. Mas, evidentemiente que o disco não foi escolhido pelo passado 'bad boy' do autor. Afinal Higgins não viu "Tropa de Elite" nem na versão pirata, coitado...

GARY HIGGINS - RED HASH [ 1973]

3 comentários:

  1. Carlos Alberto8/12/07 01:43

    Sérgio,

    Gostei pra caramba desse sósia do nosso Hermeto Pascoal. O som do cara é zen, clean, sei lá... Muito bom mesmo.

    Carlos Alberto

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  2. Inda por cima inaugurou um espaço zerado. Esse cara, como está no texto, influencia um monte de artistas, ele e Nick Drake. Só que antes de se matar Nick lançou 3 discos. O Garry desistiu no primeiro.
    Um abraço, Carlos. Valeu por cortar a fita desse aqui.

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  3. Qual é a senha?

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Uma obra de arte é um ângulo apreciado
através de um temperamento.
(Emile Zola)