
APAGÃO SEMPRE EXISTIU, O QUE EVOLUI É A CIRCUNFERÊNCIA DO BURACO E OS PRÓ-FUNDEZA-DO-POÇO.
Ilustrou a charge o bom e velho Pieter Brueghel



Já que o natal se aproxima, K entre nozes, a 1ª vez que postei inadvertidamente um álbum dos Chaves (de cadeia) Negra, tomei-lhe uma chamada pela retaguarda do Todo Poderoso Mercadodeusificadossejaovossonome..., que não entendi nada. Talvez tenha sido a rasteira mais rápida da Blogsfera - no mesmo dia praticamente já estava deletado. Até a ocasião era feliz e não tinha noção. Nem sabia o poder multitentacular do TPM - uma coisa assim como uma hidra, com uma centena de cabeças de bagre -, muito menos ouvira falar de sua polícia repressora a DMCA(disco na Rede tá enquadrado). Então recomendo que sejas breve no resgate e nem questione de quem se trata. Não assunte. Aja. Uma forma de dichavar o Todo Poderoso é não dizer muito sobre o artista. As pistas são: gostas de rock? E se gostas conheces os Black Keys? Phodeu, falei demais.
Gravado pelo líder da banda acima citada, em seu projeto solo inaugural em estúdio caseiro do próprio lar doce lar, esse álbum foi um achado! Aqui a levada é mais individual intimista, tem folk de raiz, muito blues podreroso, o hardrock objetivo que caracteriza os BK, mas tudo com um frescor que dificilmente encontramos na produção roqueira do 3º milênio. Dos melhores álbuns do gênero do ano, seguramente. Não fosse por isso, não bancaria essa guerrinha de Tom & Jerry - não mais em nome do roquenrou. Há também outro bom porém: tenho um palpite infeliz de que esse álbum não sai no Brasil nem a pau. Infim... se essa é a tua praia, vai aí.


RELEASE
Orquestra Lunar
A Orquestra Lunar nasceu numa noite da Lapa atual. Nessa nova Lapa que traz de volta o maravilhoso hábito de dançar ao som de música ao vivo e que enche os palcos do histórico centro carioca de grupos de grandes formações. Essas verdadeiras “orquestras de gafieira” redescobrindo sambas, choros, maxixes, baiões e apresentando uma nova safra de composições, ganham um público cada vez maior.
O grupo é formado por dez mulheres, que trazem em sua bagagem musical muitas vivências e estilos, e é dessa convivência criativa e da experiência de bailes e shows, que surge a marca da orquestra: um som vibrante, dançante e brasileiro. É esse som que a Orquestra Lunar mostrou em seu CD “Orquestra Lunar” lançado no dia 4 de Dezembro de 2007, no Teatro Rival, pelo selo Radio MEC, através de arranjos próprios e um repertório todo de mulheres compositoras, cuidadosamente escolhido entre músicas que atravessam as décadas por sua força e outras que chegaram agora soprando os novos ventos. A Orquestra ficou entre os três finalistas na categoria de Melhor Grupo de MPB do Prêmio TIM 2008.
Orquestra Lunar:
Áurea Martins e Vika Barcellos (vozes), Sheila Zagury (piano), Mônica Ávila (sax alto e flauta), Kátia Preta Nascimento (trombone), Sueli Faria (sax barítono e flauta), Manoela Marinho (violão e cavaquinho), Geórgia Câmara (bateria e pandeiro), Luciana Requião (baixo) e Samantha Rennó (percussão e vibrafone)
Convidadas: Dona Ivone Lara, Daniela Spielmann, Vera de Andrade, Cristina Bhering, Ana Costa, Ângela Suarez, Daniela Rennó e Délia Fischer.
Just One Of Those Things
I'm All Over It
Wheels
If I Ruled The World
You And Me Are Gone
Don't Stop He Music
Love Ain't Gonna Let You Down
Mixtape
I Think, I Love
We Run Things
Not While I'm Around
Music Is Through
26/10/09 Bem, hora da pior parte: dizdizer o escrito e assinado com firma reconhecida. Apaga tudo q está escrito aí encima. Abstraia essa parte, navegante amigo. Simplesmente, traído pelo entusiasmo, me precipitei. Persuit é fraquíssimo! Um disco totalmente visando o mercado. O Jamie poderia ter negociado o seu bom nome e credibilidade dizendo: "tudo bem, tubarão, eu faço/cometo/vendo a minha alma a você, mas não assino!" E dado essa coleção de babas pra Beyonce, Rhianna e , principalmente a Celine Dion interpretar.


It is a bit ironic that Benny Bailey is best known for his contributions to the famous Eddie Harris/Les McCann Swiss Movement album, since he admitted later on that he did not care for the funky music. An extroverted and highly expressive player who mostly appeared in boppish settings, Bailey's longtime residence in Europe resulted in him gaining less fame (although probably more work) than if he had spent more time in the
Bailey had some training on piano and flute early in his career, switched permanently to trumpet, and studied at the Cleveland Conservatory of Music. In the early 1940s, he played with groups led by Bull Moose Jackson and Scatman Crothers. After gigging with Jay McShann, he was with Dizzy Gillespie's big band from 1947-1948, and then became a key member of the Lionel Hampton Orchestra (1948-1953). The trumpeter left Hampton during a European tour, settling overseas. He spent a long period in Sweden, working with Harry Arnold's big band (1957-1959), recording with Stan Getz and touring with Quincy Jones (1959). A brief visit to the
Trumpeter Benny Bailey was teamed with veteran tenor-saxophonist Charlie Rouse on this hard-blowing quintet date. The fresh material (two songs by Fritz Pauer who arranged the date, a pair from Bailey and one by Pepper Adams) inspires the soloists to play near their peak. With a fine rhythm section (pianist Richard Wyands, bassist Sam Jones and drummer Billy Hart) pushing the horns, this set is even better than expected.
Sott Yanow (allmusic.com)
Benny Bailey (Grand Slam) 1978

"The best bebop pianist this side of Barry Harris."
- Len Dobbin, The Montreal Mirror
"A most extraordinary distinguished musician... second generation of bebop pianomen... more elegant expression - his stroke is both stringent and sparkling... he creates intimacy"
- Boris Rabinowitsch, Politiken, Copenhagen, Denmark
"Unsung hero of Jazz... master of classic bebop piano"
- Scott Yanow, L.A. Scene
"Im-psionante!"
- Sergio, Sergio Sônico
Although he has never had much fame, Hod O'Brien was one of the top bebop pianists of the 1990s. His style is straight from Bud Powell and Al Haig (there are no Bill Evans voicings), yet does not sound derivative and reflects his own musical personality. On this excellent CD, O'Brien is teamed with bassist Ray Drummond and drummer Kenny Washington in a trio. He performs seven standards (including "There's No You," "You & the Night & the Music," and "Yardbird Suite") plus three of his swinging originals (highlighted by "Portrait of Stephanie" for his wife, singer Stephanie Nakasian). O'Brien has always been a very consistent player, so all of his occasional recordings are well worth picking up. This excellent outing is no exception.
Scott Yanow
Hod O'Brien - Ridin High [1990]

Texto fonte: Clube de Jazz
James Lewis "J J" Johnson, um dos pilares do bebop dos anos 40 e 50, trouxe uma nova forma de expressão ao trombone com sua técnica de execução, muito acima da harmonia e andamento convencionais. Ele acabou com aquela idéia de que o trombone era arcaico e deveria ficar restrito ao jazz do velho swing ou do estilo de New Orleans.
Johnson mostrou, na realidade, que o trombone não era menos presente ou articulado como o saxofone. O álbum de Johnson pela Blue Note, “The Eminent Jay Jay Johnson, Vol. 1”, prensado em 1953 contava com o jovem trompetista Clifford Brown e outros notáveis, sendo considerado até hoje, como um marco do jazz moderno.
Jay Jay nasceu em 22 de janeiro de 1924, em Indianápolis. Bem cedo ele já estava atuando com Count Basie e Benny Carter. Estabelecido em New York, Johnson tocou em clubes de bebop e gravou com Sonny Rollins, Bud Powell, Hank Jones e Max Roach. Participou dos combos liderados por Dizzy Gillespie e Illinois Jacquet até o final da década de 40.
Uma parceria em grande estilo com o também trombonista Kai Winding perdurou de 1954 a 1956. Depois que cada um tomou o seu caminho, Johnson formou quintetos durante os anos 50, mas também participou de notáveis sessões musicais com Tommy Flanagan, Elvin Jones, Stan Getz e Oscar Peterson.
Johnson excursionou com Miles Davis e Sonny Stitt no início da década de 60, mas ao alcançar renome como compositor e arranjador decidiu se instalar em Los Angeles depois de 1970. Jay Jay permaneceu ocupado com filmes e shows de televisão por um bom número de anos, mas não se esquecia de seu papel como músico de jazz, gravando um álbum de vez em quando.
Em 1983, Johnson voltou ao cenário international do jazz com a realização de um álbum, profeticamente chamado de “Things Are Getting Better All The Time”, uma obra prima da execução do trombone, trabalho que ele divide com Al Grey. Num domingo, mais precisamente a quatro de fevereiro de 2001, J.J. Johnson veio a falecer e a nos privar de sua brilhante arte.
J.J. JOHNSON (THE EMINENT JAY JAY JOHNSON, VOL. 2) 1955

Olhe só rapá, o futuro até pode ser bom, pensado assim do presente, mas o passado, bro, se passeado, tem lá os seus infinitos encantos. Se o presente anda meio sem graça, dá teu toque, cara! Sem um toque teu, és, serás... e já eras estatística, antes!... Mesmo antes de nascer, quis dizer. Posição que qualquer desqualificado fogueteiro, disputa - na base do "ora veja, jacaré, logo eu que me achava surfando tanto!...".
Mas já se houver um bom piloto no seu plano de vôo, seuZé, dá até pra seqüestrar um OVNI... "Ah, eu já fui abduzido uma vez..." Sim, e daí? Sequestrou a nave? Então tu ainda tá (disputando vaga) na lista das estatísticas. Escolhe uma: a dos animais cobaias ou a dos viajandões pirados? O barato, cidadão, é descobrir que estás cheio de vocês aí dentro. Tudo aninhadinho... Aí sim! És, serás, um coletivo de possibilidades! Um magic bus lotado de quem/Who* imaginar! Mas, jamais - na língua do cabra diz-se jaméééééé - desconsidere aqueles que te antecederam. Jaz ali algo que de tão valioso... na hora de desenterrar, depois de séculos, é preciso estudo e um exército muito qualificado. O que, cá entre nós, é mayke bem mais caro.
Mumificou, Indiana?
Esse sou eu no papiro de mais velho. Caiu a ficha, 50 anos depois daquele spitz esperto, ultrapassar a barreira inexpugnável do shangrilah do desejo realizado. Do passado, já que ainda não estávamos lá, aconselha-se a fé de que nos originamos de uma viceral e apaixonada trepada. Cuide de esquecer papai e mamãe de um jeito cândido... naquela santa (o)posição um ao outro.
Afirmação que renderá mais um parágrafo. Pode parecer bobagem, mas um dia, renomado geneticista provará que a filosofia cristã, em todas as suas falhas - e acertos, tbm, pq não? - já está amalgamada ao nosso DNA. Então, vamo combinar que esta é a parte mais importante do meu papinho cabeça: se somos produto de pecado - todo cristão nasce, vive e morre em pecado, daí a culpa automática - pecado e culpa nos acompanharão, por mais hypado que se acredite ser. Lembra do "ora veja, jacaré, logo eu que me achava..." bla bla bla? A fé não é feita de achares ou mesmo acreditares piamente n'Algo ou Alguém. A fé é efeito das descobertas indelevelmente impressas e só a ti, a teu modo e compreenção, reveladas. Daí a fé renasce. Renascida, sim, porque ela nunca esteve fora da gente, só nos orbitava em estado latente... É quando o hypadão, assume aquela pose d'O Pensador de Rodin, concluindo que... até que aquele são tomé, no altarzinho do brechó, pode ficar da hora, no meu closet... Sem culpa pode-se até ganhar uma boa grana com a novidade. Já que já não vives em pecado e culpa... Que mal há? No fim das contas, é tudo imagem e semelhança, fé não é. Não à toa, neste ambinte tão propício, há um mundão de spitz (mais) espertos produzindo, com marketing agressivo, fé, numa espécie de linha de montagem para outro universo de estatísticas ambulantes comprar. Essa fé executiva é molinha de se achar. No varejo, em pequenos brechós - uns até bem intencionados no início - ou no atacado temploshopping Sacolão da Fé
Isto posto, a saga continua.
Fui.
* vade retro!..., digo, vá direto aos comentários.

Gary Higgins [Second] 2009
A pedidos, digo, imposição, o link desta postagem foi deletado por Decisão Major Capitalista Arbitrária do Estado - de calamidade cultural que a todos nos cerceia. A casa se ressente mas acata.
... A cata de mais e melhores blues, jazz, mpb, rock, folk, tango... Sem rare baba nem axé babá...
Se os super cult Six Organs of Admittance não tivessem gravado uma versão de Thicker than a Smokey, tema incluido no álbum School of the Flower de 2005, é muito provável que Gary Higgins tivesse permanecido no esquecimento a que foi relegado desde o lançamento de Red Hash, quando decorria o longínquo ano de 1973. Cantor e compositor de música folk, pode dizer-se que Higgins teve uma vida atribulada, fechando, ele mesmo, as portas a uma carreira que, a se avaliar pelo único disco que gravou em toda a vida, se apresentava cheia de promessas. Red Hash, que antes da reedição em CD era disputado por coleccionadores que se dispunham a pagar pequenas exorbitâncias por um dos raros exemplares em vinil disponíveis - na altura do lançamento apenas foram colocadas no mercado três mil cópias... Originalmente, à época, um álbum, na verdade, gravado na correria, em 40 horas, antecedendo meses ao encarceramento de Higgins, durante 1 ano, para cumprir pena por porte e venda de haxixe. Se os temas compostos neste álbum não bastassem para fazer dele um ponto de paragem incontornável para quem aprecie música folk, todas estas peripécias, por si só, fariam de Red Hash um disco muito especial. Mas, evidentemiente que o disco não foi escolhido só pelo passado 'bad boy' arredio do autor. Aquela obra (Red Hash) dizia tudo sobre o mundo fumarento em que o cantor vivia então.
Ê... Oi! Agora vem pra cá, vem pra cá, vem pra cá... Mostre o seu cofrinho, mostre o seu cofrinho do Baú da felicidade... Em dia! Então, se você está em dia com o Baú... Se você está em dia com o Baú da Felicidade... Você... Ahai! Ganhooou! Oi! Um supositório bomba do milhão! Vem mais pra cá, vem mais pra cá, vem mais pra cá.... Deixa eu colocar, deixa eu colocar, deixa eu colocar... Ê... Oi!
Ui!
Coloqueeei!
Ahai! Oi! Agora vai pr'Alah, vai pr'Alah, vai pr'Alah...
Nota de rodapé [de valsa]: Pra curtir muito esse albinho, edite o mano. Desconsidere a dor e atenha-se só a delícia de ser o que é. Quem se leva a sério é juiz.
O SEPTETO FRANCÊS PINK TURTLE, que se apresentou ontem, sexta feira, 25/09, na Praça do Papa (BH/MG), durante a primeira edição do festival I love jazz. - evento centrado no chamado jazz tradicional, da primeira metade do século 20 - promete fazer um dos shows de maior apelo popular do evento. Conversar a sério com o pianista Jean-Marc Montaut é complicado, pois o que ele revela é uma história um tanto ou muito mirabolante. Mas a brincadeira é para lá de divertida: “O Pink Turtle - segundo Jean-Marc - é uma banda criada no início dos anos 60 que terminou na década de 70 e retornou agora, em fins da primeira década do século 21. Tocamos nossas músicas mais obscuras, como Billie Jean, Yesterday e Highway to hell, que compusemos de brincadeira, entre um show e outro, mas só depois é que elas se tornaram conhecidas, quando foram gravadas por dedicados astros do pop como Michael Jackson, Beatles e Pink Floyd.”
Essa história eles contam durante os shows, onde também reinterpretam, em swing, bebop ou bossa nova, outros clássicos da música pop com, segundo eles, artistas mais sortudos. Gente como Stevie Wonder, Supertramp, Bee Gees, Rolling Stones, Eagles e Carlos Santana. E como a trajetória do gênero foi escrita em inglês, nunca houve releitura do pop francês. “Quando estamos no palco, prestamos muita atenção na plateia. É divertido reparar as pessoas ao ouvir a nossa música sorrir assim que reconhecem, e começar a dançar felizes da vida! O que importa se foram os pops que nos farão conhecidos agora? - continua Montaut.
Não é nada não é nada, é uma deliciosa maneira dos iniciantes no gênero, injetarem um pouco de jazz em suas vidas. No caso, como reza o conceito do I Love Jazz [BH], o mais tradicional jazz que há. "Afinal, segundo Montaut, no original, os hoje hits, foram pensados exatamente assim como os executamos agora." Nisso, do tradicional jazz, os franceses do Pink Turtle são absolutamente fieis às raízes. Pode acreditar.

Poucas pessoas, pouquíssimas, tentam fundir música clássica e jazz e conseguem. O pianista multiuso Uri Caine e suas vicerais interpretações das obras selecionadas do compositor clássico do século 19 Gustav Mahler são incríveis. É claro que contar com um grupo craquíssimo ajuda muito: o trompetista Dave Douglas, o violinista Mark Feldman, o clarinetista Don Byron, e o baterista Joey Barron, além do DJ Olive "riscando os pratos". Mas o melhor mesmo são os arranjos espertíssimos de Caine. Ele não só transforma Mahler em jazz, como penetra nas canções e harmonias e as usa como ponto de partida para criar uma síntese nova e inspirada da música do criador austríaco de Boêmia. Canções folclóricas judaicas, free jazz e violino clássico fundindo-se num todo que transcende as partes.
Dois dados curiosos a se destacar: na seleção que acompanha Uri Caine, estão, Arto Lindsay, parceiro de Caetano Veloso, David Byrne, entre centenas de colaborações das mais inusitadas e o bardo, Dean Bowman, fiel escudeiro do guitarrista David Fiuczynski no Screaming Headless Torsos.
The dream team:
Uri Caine: Piano, Arranger, Adaptation
Joey Baron: Drums
Aaron Bensoussan: Percussion, Hand Drums, Cantor
David Binney: Sax (Soprano)
Danny Blume: Guitar, Electronics
Don Byron: Clarinet
DJ Olive: Turntables
Dave Douglas: Trumpet
Mark Feldman: Violin
Michael Formanek: Bass
Larry Gold: Cello
Dean Bowman: Vocals
Klaudia Ladurner: Vocals
Arto Lindsay: Vocals
Joe Josh Roseman: Trombone


BENNY BAILEY - SOUL EYES:
A tremendous document of the American expatriot jazz scene in Europe during the 60s -- and a record that features unfettered live work from trumpeter Benny Bailey, saxophonist Nathan Davis, pianist Mal Waldron, and bassist Jimmy Woode! The quartet are matched with drummer Makaya Ntzhoko and percussionist Charly Campbell in a set of 4 long tracks that are all original compositions -- played with a fire, imagination, and intensity that's simply amazing -- and which makes the record one of the greatest ever straight sets from the MPS catalog of the 60s. There's a sense of freedom and soul here that easily matches Davis own work for MPS -- and a level of open-blown spirituality that foreshadows Bailey's excellent recordings for the Ego label later in the 70s. The whole thing's great -- with a depth that American labels might not have even accomplished at the time! Titles include "Prompt", "Soul Eyes", "Ruts, Grooves,
BENNY BAILEY - SOUL EYES:
Superb LP from live concert in 1968 with Nathan Davis, Mal Waldron, Jimmy Woode etc. Listen to the great "Soul eyes". Original stereo issue with record number SB 15158 without tree logo as this never came with tree logo. LP in splendid shape with just minimal hairlines only visualy from strong light. Cover has wear to the corners and tiny writing inside the foldout giving details about the song titles.
www.recordmania.net/



Bem amigo, queres saber quase na íntegra a história do músico Tenório Jr, que em 1976, viajou à Argentina acompanhando – para acompanhar, ao piano, shows de Vinícius de Moraes & Toquinho – e nunca mais voltou? Vá direto à fonte. Lá, no clique do link, lê-se também sobre este disco postado. Infelizmente, aqui não se vai tratar desse assunto. Depois, na volta, se Deus Misericordioso.Com Aceitação, fechar seus olhos pro lado de k da força, o link aqui estará te esperando.
Mais abaixo no Sônico, ouve-se mais Tenório Jr. O que será sempre um imenso prazer, dividí-lo com você.
Por hora, no meu microcosmo circular recorrente, vou analisar porque não se encontra mais álbuns como estes 2 (super-citados e postados), na praça. Direto ao ponto:
Não tem mercado pra eles? Não. Claro que não, pra Q? Ou melhor, para quem?
Não há o interesse em mexer nesse vespero. O mercado raciocina: “é o que o público, este que está aí, quer? Evidente que não! O que o povão quer é a música de consumo rápido e de produção a toque de caixa, que nós executivos, pais do mercado, atenciosamente dedicamos a eles.
Lembras de uma canção de Zé Ramalho? Êh, vida de gado. Povo marcado. Povo feliz!
Entendeu o "marcado"? Se entendeu, você não serve ao mercado. Calaro que não era pra entender!
Tem mais uma que curto muito:
(...) "Eu sou a música da gente quando nua e crua
Escorro do nariz do pobre quando ele se assua
Sou Carolina na janela desejando a rua...
Com a solitude eu ando acompanhado
Cada virtude minha é um pecado
Varejeira come lixo feito creme chantili
Qual mistério tem aí?
E qual lição eu aprendi?"
Essa de Guinga & Aldir Blanc. Título, "Sete estrelas".
Então, se você vai nas poucas lojas de discos que ainda sobrevivem, você tem duas opções. Ou são aquelas especializadas em música de qualidade (com os preços, obviamente, ajustados a essa categoria e a qualidade de um consumidor limpo e bem vestido), geralmente dentro de livrarias como a Saraiva, Travessa... ou vai ao lugar que o seu poder aquisitivo e a sua necessidade te arrasta: Americanas , Casas Bahia, Ricardo, Casa & Video... Nelas, você entra e o que estará tocando naqueles auto-falantes em alto e bom som? Ivete Sangalo, Calypso e congêneres, certo? Não está certo, mas é o que é. Em compensaçããão (adoro as compensações!), nas telas das tevês de plasma da loja, estará passando vídeos/DVDs, adivinha de quem!?... Sabidão de papai! Claro! Na ordem invertida, mas Calypso & Ivete, idem, idem. Papai capital já decidiu isso antes pra você, filho. Lembra? Logo que você nasceu, papai foi trabalhar, mamãe foi pra lida no tanque e nós o deixamos entregue a sua querida rainha dos baixinhos... Então...
E agora, papai?
E agora é o caralho! Aliás, papai... é a...
Bom, deixa eu me calar, sabe... Agora você já é um marmanjo! Pensando o quê? Que é mole de viver? Não há 3ª via pra você, não, operário! Ponha isso embaixo do teu capacete em sua marretada consciência! E depois compre um Melhoral, qué melhor e não faz mal, se lhe doer as idéias. Porque o barato desse pai patrão é te manter comprando e ocupado! Nós te fornecemos a doença e até, se merecer, o barato da cura. Cachaça! – não necessariamente nesta ordem, claro... No fim e ao cabo (pro caso de você se apaixonar), o nosso maior negócio é que permaneças quieto, ordenado, ordenhado, estabulado, enfim, gado produtivo e feliz! Sorvendo lixo como creme chantilly. Qual mistério tem aí?.................. Burro pra carái....
Mas se você é abastado e conhece de cabo a rabo (mais o rabo) as artimanhas do Capital, é claro, que a essa altura, pulou a parte chata de ter que ler e já está escutando no Embalo o seu Tenório Jr, certo?... E nem se dignou ir no link indicado porque sabe da missa mais da metade. Só não sabia onde achar digrátis o álbum em questão. Então não está mais lendo esse prego do blog que bate em várias teclas pra insistir no mesmo assunto. Aliás, essa alma existe?... Você existe? E gosta de Tenório Jr?... MPBossa nova?!... Se sim, tens o poder! Então, além de fazer o copo aqui ao lado escrever "babaca", eu mereço, rogo que sejas sabichão o suficiente pra entender que não é por você que me dou esse trabalho. Desde a 1ª postagem, nunca foi.
No fim das contas, Abraços, aos dois. Um pro bem amigo, outro pro amiguinho da onça.
Ele tem um jeito de cantar que lembra muito Antônio Nóbrega. Mas um estilo ainda mais singelo e naïf, como a arte tipicamente produzida no nordeste.
Infelizmente, para saber dos acontecimentos sobre os artistas da real música popular brasileira, é necessário se ter tempo e um computador, porque a informação não me chegou pela grande imprensa, mas, em detalhes, pelos blogs, ou, de Nova Iorque, como foi o caso aqui. Lucas Mendes informou no Manhattan Connection. Delicioso paradoxo. Pra saber sobre a cultura popular foi necessário estar ligado num dos programas mais burguêses da televisão...
Vítima de câncer morreu no início da tarde de sábado, 29 de agosto, o cantor e compositor Tico da Costa, 57 anos.
Ele estava internado no Hospital Onofre Lopes desde o final de julho quando sofreu um acidente vascular cerebral.
Casado com Sara Fracchia, pai de três filhos, Tico da Costa morou oito anos na Itália, onde gravou sete de seus 16 discos. Natural de Areia Branca, desenvolvia um importante trabalho de divulgação da Música Popular Brasileira na Europa e nos Estados Unidos.

Paolo Conte nasceu em Asti, Itália, a 6 de Janeiro de 1937. Desde menino, começou a cultivar o que ainda hoje são as suas grandes paixões: o jazz americano e as artes visuais. A escrita das suas cancoes já começaram numa idade avançada, no início com seu irmão, Giorgio Conte, e mais tarde como compositor isolado. Formado em Direito, dispendeu grande parte da sua vida como advogado. No entanto, entusiasta do jazz, foi inspirado não apenas pela vida diária, mas também pelo cinema e pela literatura compondo músicas baseadas em livros e filmes. O seu estilo jazzístico delicado e acústico, incorpora frequentemente elementos latinos nativos tais como o tango, o samba e o quadrille.
Nos anos 60, o seu estilo, altamente original, tornou-se popular com as vozes dos cantores mais famosos da altura: “Coppia più bella del mondo” e “Azzurro” foram cantadas por Celentano, “Insieme a te non ci sto pie”por Caterina Caselli, “Tripoli
"Em 1974 um album intitulado “Paolo Conte” foi lançado, seguido por outro no seguinte ano com o mesmo título. Representam o seu princípio da carreira como cantor de suas próprias cancoes. Mas foi somente em 1979, com “Gelato Al Limon” que o público começou realmente a conhecer e apreciar Paolo Conte. Em 1981, o lançamento de “Paris Milonga” foi marcado por um dia inteiro dedicado a seu trabalho, organizado pelo Clube Tenco
Sua digressão americana de 1998 transformou-se num enorme sucesso. Durante esse ano, “Tournée
Uma boa maneira de descobrir um artista raro de país sem maiores tradições na música dita pop contemporênea - embora o termo esteja um tanto distante daqui -, é ouvir uma compilação caprichada. A partir disso, decide-se se gosta e se vale a pena correr atrás das obras citadas ou dela completa. O fato é que a refinada música de Paolo Conte atiçou-me a curiosidade. Eu mesmo serei um daqueles que vou querer ir atrás de ouvir bem mais do que acabo de conhecer nesta boa coletânea. Estou só no começo ainda.
Paolo Conte (The Best of) 1998

Acordo de manhã, ligo a rádio CBN – aquela que só toca notícia – e me deparo com a última da minha primeira hora do dia, “aspas”, na Universidade Federal Fluminense estão sendo executados os seguintes trotes: as calouras consideradas “barangas” saem a rua para arrecadar dinheiro para a beberragem inveterada dos veteranos. Já as consideradas interessantes, são obrigadas a fazer sexo oral com os marmanjos.
A questão aqui não passa nem mais pelo absurdo crime hediondo de assédio sexual seguido de estupro. Mas, como?!!! duas pessoas em sã consciência arquitetam tal plano, sem a noção de que este tipo de punição (trote) para calouros (porque punir futuros colegas???) vai acabar em cadeia severa!? Observe, leitor que eu disse duas pessoas em sã consciência. O caso aqui não é este. Trata-se da resolução de um grupo universitário muito mais numeroso do que somente duas mentes brilhantes!
Com vocês, um trecho pinçado do "Enigma Profético" de Rabelais (1483/1553):
(...) Tanto nos homens sem fé, como nos verazes, pois todos seguirão a crença e o estudo da estúpida e ignorante multidão, da qual o mais boçal será o juiz. Que horrível e fatídico dilúvio! Sim, digo dilúvio e com motivo, porque essa luta não terá mais fim.
"Enigma"?
Rabelais: para muitos grandes escritores, François Rabelais (BIO), foi o maior dentre todos! Foi também amigo de Nostradamus. Agora pense sobre o escrito e me diga, quem é, também, o grande profeta?


Quer se acabar nas drogas, amigo? Só faça-me um favor: seja um gênio ANTES. Necessariamente nessa ordem. Aí todos... Todos, não, o mundo vai ficar confuso com você.
Em compensação............. morreste de overdose. Final point pá tu. Vê lá de cima a perplexidade que criastes, que remédio?
Chet Baker & Crew - 1956
Putz! Que discaço! Esse vale uma vida inteira errante.
Chet Baker: Trumpet, Vocals
Peter Littman: Drums
Bill Loughbrough: Tympani and Chromatic Tympani
Bobby Timmons: Piano
Phil Urso: Sax (Tenor)
Michael Cuscuna: Liner Notes
Em tempo (super-tendência da estação): as drogas de hoje em dia não valem mais à pena, meu camarada. Nenhuma! Tipo assim, extase é jogada de marquetingui. Melhor viver só de temoso. Toma juízo, bro! Não dá onda mas faz um bem danado pros Brônquios. Vai por moi.
Tradução livre: Matt Collar (allmusic.com)
Harry "Sweets" Edison é dos jazzistas mais bluesistas do século 20. O trompetista construiu sua sólida carreira sempre refletindo uma estética "artesanal" e o senso infalível de swing em suas interpretações. Gravado em 1956, Sweets é o álbum fundamental de sua carreira. Ex-integrante da big band de Count Basie e no auge de sua habilidade, com astros como o saxofonista Ben Webster, o guitarrista Barney Kessel, o pianista Jimmy Rowles, o baixista Joe Mondragon, e o baterista Alvin Stoller... Repleto de blues, o álbum é um verdadeiro manual prático do swing .
A faixa "Hollering at the Watkins" traz Edison em um de seus solos perfeitos, marca registrada sua. E como é bom ouvir Kessel tocar no estilo Tiny Grimes... Mas não são só os blues que chamam atenção, mas baladas como "Willow Weep for Me" e "Love Is Here to Stay," que demonstram a maturidade clarefeita do artista...
Harry "Sweets" Edison tira o máximo de cada nota, como seu ex-patrão Count Basie. Edison, é imediatamente reconhecível logo nas primeiras notas. Tocou em bandas de Columbus e depois em 1933 integrou a Jeter-Pillars Orchestra. Após dois anos,
Qué V? Isso aí, v pra acreditar.
Harry Edson and His Orchestra (Sweets) 1956
Deve haver nessa repostagem uma maldição e uma benção – a benção eu sei que há. Disse-me ontem um amigo, em meio a latas na mesinha de centro, que se você quer exaurir até a extinção algo que não valha a pena existir (pessoa, entidade, empresa, sentimento...) qualquer coisa que te faça mal, não cite mais o nome dela(e). Nunca. Quando for lembrar e principalmente antes de falar trave, não fale. Então estarás contribuindo para um fim definitivo do objeto de mau agouro. Faz muito sentido. Imagine, por exemplo, se toda a população brasileira decidisse nunca mais dizer o nome do atual presidente do senado. Todos no Maranhão, todos no Amapá... Todos em todos os estados da república. Aos poucos, em fade-out, aquele serzinho abjeto desapareceria da face da terra. Faz muito sentido. Pense a respeito.
Prosseguiu o amigo, agora com mais latas vazias sobre a mesa - portanto, também, mais entusiasmo -, que na Argentina eles têm uma espécie de formalidade, um tipo de sanção moral. Chama-se “Escracho”. Uma pessoa escrachada pela população está literalmente só. Senta-se num restaurante e todos que estiverem à volta imediatamente se afastam; no táxi, o taxista abre a porta, vê de quem se trata e bate a porta deixando o escrachado de pé na calçada... Numa peça de teatro ou cinema, a mesma coisa, todos saem de perto. Na Argentina? Fiquei meio na dúvida. Será? Me parece uma prática meio talibânica... Mas, pense, leitor, para quem merece realmente a defenestração pública também me pareceu uma medida para lá de eficiente! Vamos lá, imaginemos a teoria aplicada aquele cínico medonho das Alagoas que presidiu o senado e foi a pouco afastado da presidência (mas não do poder absoluto); a um ex-presidente da republica aloprado e furioso rangedor de dentes, agora de volta ao senado... Ou aquele que diz que não dá a mínima para a opinião pública... Sinceramente, é muito provável que assim se extermine um... aquela doença, com a qual o nosso bravo vice-presidente da república José Alencar está lutando.Algumas pessoas são aquela doença!
Tudo bem, fica chato de explicar desse jeito, sem ir direto ao ponto, mas se a gente se acostuma, faca fácil de adotar e, pense no lado prático: a justiça não dependeria mais dessa nossa lei vendida, vendada e muito bem paga, brandindo a espada tresloucadamente, só mutilando os monetariamente já aleijados como eu e provavelmente sua excelência, o pobre.
Como vês, entusiasmei-me com a idéia! Ao menos hoje, passei a adotar a filosofia. Por quanto tempo não sei, só sei que tentarei lembrar de esquecer o nome de meus piores desafetos... Por exemplo, reposto esse álbum essencial - relembrado make ao acaso nos comentários do amigo Pituco noutro blog que frequento e agora não cito pq não quero envolver ninguém nessa iniciativa. Fui conferir e o link já havia sido deletado, há quanto tempo não sei – mas, muito provavelmente por uma certa empresa responsável pela cassação de alguns e artistas que posto aqui (não só aqui como noutros blogs, claro) como o Pat Metheny, “Day Trip”, o “Pink Moon” do Nick Drake - este, mal cheguei a postar, no primeiro dia de postagem logo, já havia ameaças da tal empresa de caça, ameaças de pesadas multas que estavam rastreando meu endereço, etc, etc... Há também, a censura mais recente, "Combo!" do Henry Mancini. Postagem deletada até o talo (texto). Tudo. Desapareceram - o Blogger “desapareceram” - até com uma 2ª postagem que era uma tentativa de explicação do porque não insistiria mais em postar o Mancini.
Ah! Há também um babaca!... O babaca eu posso citar porque é só mais um, que denuncia os links para a empresa caça-links. Assim, tipo, sem nada a fazer da vida, depois de masturbar-se pela manhã, um bócio passa o resto do dia visitando blogs e dedurando possíveis artistas protegidos pela firma caçadora. O que ganha com isso? Talvez uma certa satisfação fugaz que nem ele entende bem o que aconteceu. Foi prazer? Ele se pergunta. Aí ele se masturba novamente e volta a denunciar os blogs... Esse tipo de gente sofre da deficiência do prazer. Essa uma teoria minha agora, de improviso. Pessoas assim não entendem o que é o verdadeiro prazer então insistem em qualquer sensação. E foda-se. Eis um termo muito utilizado! Quando eu afirmo que tem gente demais nesse mundo, as pessoas me acusam de nazifacista...
Enfim, neste caso - caso BbT é caso sério pra mim - radicalizei. Um texto longo que não diz uma palavra sobre álbum e artista, mostrando apenas o que interessa: a capa. As pessoas inteligentes - a elas dedico não só a postagem, mas o blog - saberão o que fazer. Mas aviso aos navegantes. O babaca está a solta! Corram mais! Apresso-me em dizer que o álbum está OUT catálogo no Brasil. Na Modern Sound aqui do Rio de Janeiro se encontra à venda, no Amazon também a $12, fora a taxas e impostos. E é claro que eu quero mais é que compre quem pode, mas muito mais que ouça quem não tem condições de adiquirir o original. Vejamos quanto tempo este link vai durar.
Em tempo, é evidente que citar o nome do artista atrai a inominável caça links. Então, negão do piano, BbT!, onde quer que você esteja, você tem o meu maior respeito. Tem em mim um fãzaraça!... Pra mim és grande! Seus discos imensos de tão bons! Eu sei o que é prazer em te ouvir tocar. A você que morreu aos 39 anos de idade desse hobby suicida, sinistro esporte radical de atirar-se de corpo aberto nos abismos da vida, um grande abraço! Eu te amo, cara.
| Raivo Tafenau - one of the best sax players in Estonia has built up his reputation in Estonia, Finland and also Russia. He is a very accomplished saxophonist who has his own popular quintet recently featuring the wonderful vocals of Sergio Bastos from Brazil and Neda from Lithuania |
Nascido em Memphis (1951), James Williams além de pianista de apurada técnica é também admirável compositor e arranjador.
A carreira profissional começou cedo, aos 13 anos (1964), na soul music e no gospel, passando depois a tocar com músicos como George Coleman, Thad Jones e Richard Davis.
Com pouco mais de 20 anos, Williams já ensinava na prestigiada Berklee School of Music, em Boston... passando a tocar regularmente com Alan Dawson, Woody Shaw, Joe Henderson, Milt Jackson e Art Farmer.
O período mais importante da sua carreira ocorreu, porém, com o ingresso nos Jazz Messengers, de Art Blakey, grupo em que militou entre 1977 e 1981 e para o qual contribuiu com alguns temas originais.
Em 1987, Williams, Blakey e Ray Brown formaram o Magical Trio, tendo gravado dois álbuns fabulosos Magical Trio 1 e Magical Trio 2 - este que vos proponho a audição.

Tudo bem que o outro é um recém 40tão mais famoso, classico desde que nasceu e tal, mas a minha posição é outra a respeito dos 69vis fora que com a maior honra do mundo completa os seus 40 este ano. E o meu, meu!, tem até bandeirola pra agitar do alto de sua capa e título pomposo. Vai venu! Ou melhor, lennum...
The Kinks "Arthur (Or the Decline and Fall of the British Empire)" Gravado em 10/10 de 1969.
Um dos maiores representantes do rock britânico, os Kinks também foram protagonistas da chamada Invasão Britânica – um marco na história do rock, cujo estopim foi o desembarque dos Beatles no aeroporto de Nova Iorque, em fevereiro de 1964. O fenômeno foi responsável pela popularização de bandas inglesas na terra do Tio Sam, lançando no mercado americano não só os Beatles, como os Rolling Stones, The Who, The Animals, Yardbirds, Small Faces… e claro, os Kinks, uma das prediletas da casa.
Nascido das cinzas do Ravens em 1963, o grupo Kinks era composto em sua formação original pelos irmãos Ray Davies – vocalista, guitarrista, principal compositor e também a alma da banda – e Dave Davies (guitarra e vocais) e ainda Pete Quaife (baixo e vocais) e Mick Avory (bateria). Nem sempre tão lembrados como os Fab Four ou os Stones, mas tão importantes e influentes quanto, tocaram do rock and roll ao pop, passando pelo rhythm and blues, psicodelismo, country e folk. Com o single “You Really Got Me” em 1964, alcançaram o primeiro lugar na parada britânica, lançando as bases do hard rock.
O som dos Kinks pode ser pressentido principalmente através dos acordes potentes e distorcidos da guitarra de Dave e claro, nas sensacionais composições de humor refinado interpretadas por Ray, um autêntico cronista do modo de vida britânico e simplesmente um dos melhores letristas da história do rock. Legítimos “bad boys”, desenvolveram uma carreira cercada de polêmicas, envolvendo conflitos internos, agressões mútuas entre os músicos e condutas deploráveis em algumas turnês.
Nos Estados Unidos, após performances viscerais na tour de 1965, foram proibidos de pisar em solo americano até meados de 1969. Os motivos nunca foram revelados, mas o comportamento selvagem nos palcos, as desavenças com os promotores locais por causa dos cachês, shows inacabados ou cancelados e as confusões e brigas envolvendo os integrantes são alguns dos fatores que certamente contribuiram para que o veto ocorresse. A “doce” relação entre os irmãos Davies foi definida pelos próprios na música “Hatred (A Duet)”, do disco Phobia de 1993: “O ódio é a única coisa que nos une”.
Com uma carreira sólida que se estendeu até 1996, gravaram mais de 30 álbuns, alguns indispensáveis como a estréia homônima (64), Kinks-Size (65), The Kinks Kontroversy (65), Face To Face (66), Something Else By The Kinks (67), The Village Green Preservation Society (68), Lola Versus Powerman and the Money-Go-Round – Part One (70) ou Muswell Hillbillies (71), só pra citar alguns. O disco que escuto neste momento é sem dúvidas um dos meus favoritos: Arthur (Or The Decline And Fall Of The British Empire).
Lançado em 1969, Arthur era a trilha sonora de um projeto da TV Britânica que acabou não indo adiante, no qual Ray Davies colaborava com o dramaturgo e roteirista Julian Mitchell. Um álbum menosprezado pela crítica da época e atropelado meses depois pela ópera rock Tommy do The Who. Considerado ultrapassado e recebido de forma gélida pelos súditos da coroa, o long-play passou longe das paradas de sucesso e vendeu pouco, tornando-se um fracasso comercial do selo Pye. Algo que não dá para entender, já que o registro é simplesmente maravilhoso. Arthur marca também a estréia do baixista John Dalton (ex- Mark Four) como membro fixo, substituindo Pete Quaife, que preferiu respirar novos ares, montando a sua própria banda, o Mapleoak.
Obra conceitual retratando o declínio e a queda do Império Britânico pós Segunda Guerra Mundial, numa crônica debochada e miserável de Mr. Ray Davies. Um almanaque sonoro contendo uma coleção de críticas sociais e políticas das mais irônicas ao modo de vida britânico, em meio à reconstrução nacional do pós-guerra. O que se ouve são verdadeiros hinos detonando as guerras, o imperialismo, a monarquia reinante e o establishment inglês. Letras sarcásticas disparando contra a pequena burguesia, a decadência moral e econômica, o panorama desalentador da classe operária, o incógnito mercado de trabalho em outro país, lavagem cerebral e repressão institucional, vitórias e derrotas, sonhos e desilusões, o glorioso e o banal.
Faixas altamente pegajosas, embaladas por levadas empolgantes, numa sucessão de melodias e composições insuperáveis. Belos arranjos vocais, riffs memoráveis, orquestrações, naipe de metais e seção rítmica made Távola Redonda, com o quarteto mostrando porque era a mais inglesa das bandas inglesas. O que dizer de maravilhas como “Victoria”, “Yes Sir, No Sir”, “Some Mother’s Son”, “Drivin”, “Brainwashed”, “Austrália”… e eu nem cheguei no lado B do vinil. Não preciso falar mais nada… escutem e tirem as suas conclusões! Um chiclete sonoro… simples assim!!
Obra-prima à parte, outro motivo para postar esta resenha foi a confirmação, no último dia 5, de que a banda está voltando à ativa após um recesso de 12 anos. O anúncio foi dado à BBC de Londres por ninguém menos que Ray Davies, que afirmou que um álbum de inéditas já vem sendo esboçado, possivelmente para ser lançado em 2009.
Esse retorno, por sinal, vem sendo cogitado há alguns anos, mas foi adiado por conta do quadro de saúde dos irmãos Davies. Em 2004, enquanto Dave sofria um derrame cerebral, Ray era alvejado com um tiro na perna, após uma perseguição a assaltantes. Reestabelecidos, parece que agora o negócio é pra valer. Não foram divulgadas datas de lançamentos ou shows, mas uma coisa é certa: o retorno aos palcos será com a formação clássica.
Por enquanto, resta aguardar novas informações sobre a volta desta banda fantástica a versão vitaminada de Arthur lançada em 1998, com várias faixas bônus e que agora disponibilizo para download aqui no blog. Discoteca básica!
ou
Download: http://www.mediafire.com/?w2wfmn2qk0w
(em caixa alta que é pra frisar)
...E QUEM É O PROTAGONISTA?... JÁ QUE POR HÁBITO UM ROUBA A CENA DO OUTRO!
NUM PONTO NÃO SE PODE NEGAR, A CASA É DEMOCRÁTICA! DESSA VEZ MAIS DO QUE BRILHOU, FULGUROU O MENOR DOS FIGURANTES! ATUAÇÃO SURPREENDENTE VEIO DE ONDE? NADA MENOS QUE DO SUPLENTE DO SUPLENTE... DO SUPLENTE!
ANTES MUITO FAMOSO, QUASE CELEBRIDADE, GLOBAL, COCÔ DO CAVALO DO BANDIDO CAIU EM DESGRAÇA!
O AUTOR! O AUTOR! O AUTOR! O AUTOR!(?)
ACHO QUE...
SOMOS NÓS, SOMOS NÓS... SEMOS NÓISI!
Agora, durma-se com um barulho desses...
Um grande baterista, com extensa folha corrida de bons serviços prestados ao jazz (tocou com Dave Brubeck, Illinois Jacket, Clifford Brown, Gigi Gryce, Lucky Thompson, Lionel Hampton, Tal Farlow, Booker Ervin, Jaky Byard, Junior Mance, Sonny Criss, Dexter Gordon, Hank Jones, Rubby Braff, Lee Konitz, Stephane Grappelli... e a lista não está nem na metade), em seu único álbum como lider! Mostrando também, em 3 faixas, absoluto talento como compositor: “Penta Blues”; “Two Stepped” e “Waltz' for Flo”. Além de pilotar com maestria os vibes em dois temas, sendo que
Sobre a obra:
Alan Dawson was a highly respected jazz drummer and educator; in spite of his lengthy discography, this 1992 studio session proved to be his only date as a leader, though it wasn't released until 2002, some six years after his death. Not only is
Sobre o artista:
A musician's musician if ever there was one, drummer Alan Dawson was one of those solid, highly professional mainstream jazz musicians who seemingly played with everyone, yet never attained widespread notoriety among the jazz public at large. In the early '50s,
by Chris Kelsey / allmusic.com
CARTA AO ÉRICO
(ou, postagem prática de preguiçoso é isso aí)
Como tá teu tempo Érico? O meu vai bem, obrigado... Digo o tempo disponível pra ouvir novidades? Eu tenho meio urgência. Mas minha urgência só valerá se o artista que te enviarei já ja, em primeiríssima mão lhe causar espécie. Por isso vc tem que ter tempo, se não, de nada adianta.
Seguinte, já te falei por emeio sobre um organista francês que atende pelo nome de Emmanuel Bex, certo? Que ouvi num álbum de um guitarrista espanhol – desse eu já não lembro nome, ta vendo? - e que fiquei muito bem impressionado. Bem achei um disco solo do qual um crítico do allmusic incensava – já te disse idenmente q se não leio inglês no normal quanto mais nas entrelinhas, boto fé nas ‘estrelinhas’! Mas pra quem já vem bem guiado, o allmusic, não costuma dar xabu, tbm, então ta zuzo certo.
Bem, o disco que te vou passar, assim que subir pra link, é muito raridade: um trio de órgão, bateria e trombone. Cara, é uma coisa - musicalmente, sem qualquer experimentação ou mirabolâncias - muito louca! Mas q vc, Érico, pode gostar muito ou o disco não te dizer nada além de “é legal mas tbm não essa cocacola toda”. Gosto é pessoal, intranferível. Conto com isso.
Agora, por exemplo, no momento estou ouvindo um blues de nome “Sometimes I Feel Like A Motherless Child”, de autoria desconhecida (ainda 2º o allmusic) que é uma livre interpretação clara e escancarada, de Goodbye Pork Pie Hat, (do Mingus) sensacional! Na faixa que fecha o álbum, "Purge", a brincadeira "variação sobre esse mesmo tema" continua... No fim das contas acho que vai valer o risco. E minha urgência se justifica no fato d’eu te dizer por aqui, via comentários - aqui a coisa é mais “pronta entrega > breve devolução de resposta”.
Então, pra fechar: na língua dos telemarqueteiros me despeço te avisando que, já já estarei enviando (à boca miúda, por emeio) o álbum pra vossas considerações, falou?
Abraço!
Mas, ó, importante: se não tiver com tempo pra ouvir com calma, no problem. Já decidi q postarei de qualquer jeito. Só que, se o álbum lhe causar espécie, gostaria de contar com um comentário teu bem breve na postagem, tá?
Era isso. Vês que a explicação durou mais que a subida do álbum. Olha o link no delivery:
