terça-feira, 7 de setembro de 2010

O cara. E o retrato 'dele' em Grey


 

Obsessão pelo poder


Por: Marco Antônio Villa


 Como é sabido, o Partido dos Trabalhadores nasceu em 1980. Contudo, muito antes da sua fundação, foi precedido de um amplo processo de crítica das diversas correntes de esquerda realizada na universidade e no calor dos debates políticos. A ação partidária, os sindicatos e as estratégias políticas adotadas durante o populismo (1945-1964) foram duramente atacados. Sem que houvesse um contraponto eficaz, fez-se tábula rasa do passado. A história da esquerda brasileira estaria começando com a fundação do PT. O ocorrido antes de 1980 não teria passado de uma pré-história eivada de conciliações com a burguesia e marcada pelo descompromisso em relação ao destino histórico da classe trabalhadora.

O processo de desconstrução do passado permaneceu durante vinte anos, até o final do século XX. As pesquisas universitárias continuaram dando o sustentáculo "científico" de que o PT era um marco na história política brasileira, o primeiro partido de trabalhadores. O estilo stalinista de fazer história se estendeu para o movimento operário. Tudo teria começado no ABC. Mas não só: a história do sindicalismo "independente" teve um momento de partida, a eleição de Luís Inácio Lula da Silva para a presidência do sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo, em 1975 (na posse, estava presente o governador Paulo Egydio, fato único naquela época). Toda história anterior, desde os anarquistas, tinha sido somente uma preparação para o surgimento do maior líder operário da história do Brasil.

A repetição sistemática de que em São Bernardo foi gestada uma ruptura acabou ganhando foro de verdade científica, indiscutível. Lula tinha de negar e desqualificar a história para surgir como uma espécie de "esperado", o "ungido". Não podia por si só realizar esta tarefa. Para isso contou com o apoio entusiástico dos intelectuais, ironicamente, ele que sempre desdenhou do conhecimento, da leitura e da reflexão. E muitos desses intelectuais que construíram o mito acabaram rompendo com o PT depois de 2003, quando a criatura adquiriu vida própria e se revoltou contra os criadores.

Mas não bastou apagar o passado. Foi necessário eliminar as lideranças que surgiram, tanto no sindicato, como no PT. E Lula foi um mestre. Os que não se submeteram, aceitando um papel subalterno, acabaram não tendo mais espaço político. Este processo foi se desenvolvendo sem que os embates e as rupturas desgastassem a figura de líder inconteste do partido. Ao dissidente era reservado o opróbrio eterno.

A permanência na liderança, sem contestação, não se deu por um choque de ideias. Pelo contrário. Lula sempre desprezou o debate político. Sabia que neste terreno seria derrotado. Optou sempre pela despolitização. Como nada tinha escrito, a divergência não podia percorrer o caminho tradicional da luta política, o enfrentamento de textos e idéias, seguindo a clássica tradição dos partidos de esquerda desde o final do século XIX. Desta forma, ele transformou a discordância em uma questão pessoal. E, como a sua figura era intocável, tudo acabava sem ter começado.

A vontade pessoal, fortalecida pelo culto da personalidade, fomentado desde os anos 70 pelos intelectuais, se transformou em obsessão. O processo se agravou ainda mais após a vitória de 2002. Afinal, não só o Brasil, mas o mundo se curvou frente ao presidente operário. Seus defeitos foram ainda mais transformados em qualidades. Qualquer crítica virou um crime de lesa-majestade. O desejo de eliminar as vozes discordantes acabou como política de Estado. Quem não louvava o presidente era considerado um inimigo.

Os conservadores brasileiros - conservadores não no sentido político, mas como defensores da manutenção de privilégios antirrepublicanos - logo entenderam o funcionamento da personalidade do presidente. Começaram a louvar suas realizações, suas palavras, seus mínimos gestos. Enfim, o que o presidente falava ou agia passou a ser considerado algo genial. Não é preciso dizer que Lula transformou os antigos "picaretas" em aliados incondicionais. Afinal, eles reconheciam publicamente seus feitos, suas qualidades. E mereceram benesses como nunca tiveram em outros governos.

É só esta obsessão pelo poder e pelo mando sem qualquer questionamento que pode ser uma das chaves explicativas da escolha de Dilma Rousseff como sua candidata.

Esse é o cara...

video

19 comentários:

  1. Sergio,

    visitar vc é sempre muito bom, mas hoje, venho deixar este recadinho :

    Todos os anos, quando cumpro mais uma etapa desta vida, agradeço a Deus pelas graças recebidas, entre as quais incluo a sua amizade.
    Obrigada por enfeitar o cenário dos meus dias.
    No dia 09 de setembro, receba uma prece especial por você.
    Carinho,
    Fátima Guerra

    ResponderExcluir
  2. Mr. Seu San,
    Não gosto dos textos do Marco Aurélio Villa. Há um que de ressentimento, de análise feita com a bílis do momento político brasileiro.
    Apesar das muitas decepções com o governo Lula - creio que poderíamos ter avançado muito mais em questões como saúde pública, segurança, reforma agrária - o saldo é extremamente positivo, na minha modesta opinião.
    É mais que legítimo que um ocupante de determinado cargo queira fazer o seu sucessor - foi assim com Itamar em relação a FHC e com o próprio FHC em relação a Serra. Foi assim com Serra em relação a Kassab. Essa é a lógica da política, para o bem ou para o mal.
    Falar em aparelhamento político, nesse momento, é risível: o partido que vence as eeleições distribui os cargos entre seus quadros e quadros dos partidos aliados. O PSDB fez isso - quem não era do partido era da base aliada, à exceção de Francisco Weffort, Ministro da Cultura, que era do PT mas se afastou do partido para exercer o ministério.
    A aliança do PT com segmentos do conservadoriamo político nacional incomoda, mas o sistema exige que seja assim. Diga um único governo (Itamar, Collor ou FHC) que tenha dispensado os "bons préstimos" do PMDB, esse partido que é a ubiquidade em pessoa?
    Refrescando a memória: FHC recorreu aos mesmos expedientes de alianças com forças conservadoras - Sarney Filho foi seu ministro (Meio Ambiente), Sarney pai foi presidente do Senado entre 1995 e 1997 (com apoio de FHC, diga-se de passagem), Renan Calheiros foi seu ministro (da Justiça!), Nelson Jobim foi seu ministro (também da Justiça) - enfim, muitas são as semelhanças entre PT e PSDB no que tange a aliados (e olha que boa parte dos velhos coronéis nordestinos, como ACM, Marco Maciel - que era o seu vice - e Agripino Maia sempre esteve ao lado do moderno FHC).
    Te passo um link que mostra, pelas mãos da Folha de São Paulo (que pode ser tudo, menos petista), que vazamentos da Receita Federal já existiam por lá há séculos (a edição é de fevereiro de 2000):
    http://www.tijolaco.com/25514
    Também te recomendo a leitura da Revista Veja (é isso mesmo, da Veja, aquela que edição sim, edição também, vive espinafrando o "estado policial", a "república sindical", a "fábrica de dossiês", etc. Veja a matéria de fevereiro de 2000, em pleno governo do Farol da Alexandria:
    http://veja.abril.com.br/200302/p_038.html

    Por fim, te passo um link de um texto de outro historiador, Daniel Arão Reis, cuja visão difere radicalmente da do Vilas e te sugiro que o publiques aqui na íntegra, até para que seus inúmeros leitores possam ter duas abordagens para o caso (democrata como você é, meu garimpeiro, tenho certeza que haverá de permitir a pluralidade não só musical, mas também política, no sonicbarzinho). Aí vai (embora esteja no blog do Luís Favre, o texto foi publicado n'O Globo, outro veículo que não é "petista"):
    http://blogdofavre.ig.com.br/2010/09/uma-grande-inversao/
    Bom, concluo dizendo que o meu primeiro voto para presidente foi no PSDB, em 1989, no falecido Mário Covas. Com a ingenuidade dos meus vinte e poucos anos e encantado com a social-democracia européia, achava que o PSDB era a encarnação tupiniquim do ideal do "rei filósofo" proposto por Platão há dois mil anos.
    Vieram os anos FHC, em quem não votei, diga-se de passagem, pois já então tinha muitas restrições ao discurso "neoliberal" de refundação do estado, e a decepção foi profunda. Muito mais que a que sinto em relação ao PT e sua conduta "pragmática ao excesso".
    Bom, o comentário tá gigantesco, mas termino pedindo-lhe que acesse os links e dê uma boa lida nos textos, ok?
    Abração!

    ResponderExcluir
  3. PS.: Mr. Seu San, também te sugiro a leitura de um excelente artigo do meu amigo Idelber Avelar, chamado "Acadêmicos amestrados", no qual ele propõe uma interessante reflexão sobre o papel dos intelectuais nas análises feitas para a grande mídia (os célebres "especialistas", chamados a todo momento para corroborar as opiniões dos próprios veículos que as publicam):
    http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/NoticiasIntegra.asp?id_artigo=7823

    ResponderExcluir
  4. Cara Fátima, ontem mesmo, já bem tarde, recebi o seu gentil comentário dei um pulinho em sua casa arejada, mas estava tão sonado que deixei pra comenter lá hoje te desejo um feliz aniversário, muitas felicidades e boas realizações. Como disse já já passo, com mais vagar no "Em Palvras".

    Valeu a visita e continue nos frequentando. É nos porque esta casa além de sua é de todos que aqui frequentam.

    Beijos!

    ResponderExcluir
  5. Caro seu sam, seja muito bem vindo e, pasmei: que defesa entusiasmada fizeste aqui do nosso caudilho máximo do 3º milênio!... Enfim, acessarei e lerei atentamente cada link q me passou. Pra não tornar a casa um fórum de debates sobre o "viva ou abaixo” Lula, publicarei os seus links no corpo desta postagem - só porque foram indicados pelo amigo. Mas a minha opinião certamente não mudará. O que vejo neste governo, desde que começaram os grandes escândalos é uma ode ao cinismo e aquilo que mais odeio na maneira de se governar um estado dito livre: a política marqueteira do milagre da transformação das mentiras em verdades e na vice-versa. Acreditar na tese de que quem é contra Lula, necessariamente está alinhado entusiasticamente com Serra e o PSDB, é até mais simplistas do que será a minha resposta. A coisa não é por aí. Mas é evidente que entre Lula e Serra é serra na cabeça corpo e membros da Dilma! Até porque, esquartejar Dilma, é uma operação limpa, sem sangue e nem vísceras a mostra. Cortar a Dilma é desunir os fios do fantoche que ligam a criatura ao criador. Então para quem deplora este governo não há outra opção senão passar a moto serra. Mas minha primeira opção será Marina Silva (sem essa de voto útil). Enfim, o que me espantou é que você, meu amigo, até outro dia, no calor dos escândalos que se multiplicavam, várias vezes manifestou o desejo de mudar as coisas, com o seu voto – mudar até que fosse o Serra a última opção. Porém, como todos os meus amigos à esquerda (e que esquerda é essa?!) que são todos mesmo - eu sou o único que destoa da opinião dessa maioria – o seu discurso é aquele conhecido “Se FHC fez, o Lula tem todos os direitos de agir da mesma forma.”. E nas entranhas desta idéia, vem todas as outras “Mas ele é o símbolo da mudança, ele não é a elite, é um sujeito que veio do povo, um operário, que nos representa” etc, etc, etc...”. Ocorre que quando votei no Lula contra o Collor eu era tão simpático ao sindicalista, que virei cabo eleitoral independente! Já na época Lula versus FHC eu era o mesmo ingênuo apaixonado pela ideologia socialista do PSDB, mesmo assim, votei no FH, sem alardes. E fiquei muito satisfeito! Já na reeleição do mesmo, fiz ouvido de mercador, exatemente como agora me mostras em sua opinião favorável a Lula. Deu no que deu. Contra Serra, cravei la Lula, cheio de esperança na mudança. Achei que era a hora. E dizia para meus amigos de esquerda, “acho que agora ele estpa maduro...”. E – isto está dito aqui em várias postagens minhas e comentários – NUNCA (caixa alta que é pra marcar) ME SENTI TÃO ESPOLIADO, AGREDIDO NA MINHA INTELIGÊNCIA (que é razoável) e ULTRAJADO EM ALL MY LIFE, SEU SAM! Nunca, me arrependi, por um voto - como se o meu mudasse a história do Brasil – tanto quanto naquela ocasião! Mas de qualquer forma, esta postagem, e este texto que assinaria em baixo, sem pestanejar, identifica a minha posição.Claro! Se não não o postaria. Mas c sabe na, meu amigo, em democracia, o único ideal que a justifica é o fato de descordarmos e continuarmos em paz com as nossas consciências.

    Abração! Agora pra terminar na galhofa, vou relembrar um grande pensador com sua frase lapidar: MORRA ROUSSEFF!
    Assinado: Nezinho do Jegue.

    ResponderExcluir
  6. Concordo em numero, genero e grau com o Érico.
    Portanto sem mais a acrescentar deixo...
    Bjos achocolatados

    ResponderExcluir
  7. Mr. Seu San,
    Sobre sua alegação "Enfim, o que me espantou é que você, meu amigo, até outro dia, no calor dos escândalos que se multiplicavam, várias vezes manifestou o desejo de mudar as coisas, com o seu voto – mudar até que fosse o Serra a última opção.", faço questão de dizer que jamais falei isso.
    O que disse - e isso direi sempre - é que o PT acabou por se mostrar um partido bastante frouxo em relação à ética e irmanou-se, nesse sentido, ao que fazem os outros partidos. Além disso, jamais cogitei em votar em Serra. Em outras circunstâncias políticas e se o processo não estivesse sendo tão radicalizado pela direita, provavelmente votaria no honrado Plínio de Arruda Sampaio.
    O discurso moralista, de que o PT seria o paladino da ética e da moralidade política, se foi pelo ralo - e isso, por um lado, é decepcionante.
    Por outro lado, se há uma disputa entre candidaturas do PT e do PSDB e o levantamento, por parte destes últimas, de bandeiras em torno da ética na política, é imperioso lançar mão das comparações. A "lógica simplista" muitas vezes é a mais correta - e o célebre "ovo de Colombo" não deixa esquecer disso.
    Portanto, mais do mesmo: quando FHC impôs à sociedade brasileira a possibilidade de reeleição, não houve qualquer esperneio por parte da grande imprensa. Agora me diga: o que aconteceria com os senhores da mídia, caso Lula (o "obsessivo pelo poder") tivesse ido a campo postular um terceiro mandato?
    Mais um argumento simplista: a enorme maioria das pessoas que conheço vive hoje melhor que há oito ou nove anos. Isso é a percepção que tenho de uma realidade, cujo alcance é modesto e se limita a parentes, amigos e vizinhos.
    Quando um determinado governo atinge 77% de bom ou ótimo, 15% de regular e apenas 4% de ruim ou péssimo (os 4% restante não souberam ou não quiseram opinar), em sondagens feitas por quatro institutos diferentes, ao longo de, pelo menos, um ano, é porque a realidade que emana das ruas tem muito a nos ensinar.
    Não creio em fórmulas mágicas ou em anestesiamento coletivo. Nem acredito em duendes. Mas o fato é que o país mudou - e mudou para melhor, na minha modestíssima opinião.
    Nos últimos dois anos tive a oportunidade de viajar esse país de norte a sul, de leste a oeste. São Paulo, Porto Alegre, Natal, Campo Grande, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, enfim, em todos esses lugares por onde passei, em conversas com pessoas do povo (adoro conversar com os taxistas, acho um termômetro do pensamento popular), senti uma energia que nunca antes havia percebido.
    (continua)

    ResponderExcluir
  8. (continuação)
    Muitos me falaram de uma elevação em sua auto-estima, na esperança em um futuro melhor, em melhoria clara e efetiva das suas próprias condições de vida ou de trabalho. Para quem vive o drama cotidiano de pessoas que, todos os dias, buscam a Justiça do Trabalho em busca de seus direitos, na maioria das vezes violados por seus empregadores, saber que nos últimos oito anos foram gerados 14 milhões de novos empregos é algo reconfortante.
    Lula trouxe à baila uma necessária rediscussão do papel do estado. O Brasil foi o último país a sentir os efeitos da crise e um dos primeiros a sair dela. Não foi uma crise qualquer. Importantes analistas a comparam com a crise de 1929.
    Acho que avançamos sim. Mas também acho que os avanços poderiam ter sido maiores - daí a decepção. Contudo, não vejo na aliança PSDB/PFL autoridade moral, vontade política, densidade ideológica ou responsabilidade social suficientes para encaminhar esses novos avanços que se revelam necessários.
    Finalizo dizendo que assino embaixo de suas sábias palavras: em uma verdadeira democracia, em que há pluralidade de opiniões e respeito mútuo, os debates se sucedem mas a admiração e a cordialidade entre os debatedores permanecem intactas.
    E já que é prá galhofar: PÔ, Seu San, cê tá muito elitista (será o efeito pó de arroz em primeiro?). Essa história de só ficar fazendo caminhada na lagoa e conversando com os eleitores do Índio tá lhe deixando sectário, querendo até estripar a pobre da Dilma - quando eu for aí a gente vai tomar é uma cerveja num pé sujo da Tijuca!

    ResponderExcluir
  9. Seu sam, seus argumentos apoiados nas pesquisas são irrefutáveis! E contra bons argumentos... c sabe né? Quanto a isso, 'eixa' eu me calar. Ocorre q o MUNDO (caixa alta pa frisá) TODO PROGREDIU na fase dos dois mandatos Lula da Silva! E, ao contrário, mesmo levando-se em conta as dimensões continentais cá da terrinha, o Brasil foi um dos q menos cresceu! São essas considerações, num intelectual reconhecido como vc, q me dá angústia vc não considerar. Isto (do baixo crescimento) é um fato tão real quanto os números das pesquisas! Enquanto na era FHC, principalmente no 2º mandato, a coisa ficou afrodeScendentemente ruim! Isso, vcs da esquerda (pq não consigo escrever "esquerda" sem gargalhar, a Jô, só por dentro?...) fazem questão de não aglutinar (gostou do termo?) este dado factual às suas análises tão bem argumentadas?

    Bem, adoro polêmica. E nesse nível então, acho fundamental! Mas seu sam, eu posso até ter exagerado, mas como estamos na era da informática e a informática documenta, ou melhor, mata a cobra e mostra o pau, uma vez, acho q por emeio, não sei em qual escândalo, já q foram tantos e um mais grave q o outro, eu te disse algo como "deste jeito nem titubeio e voto no Serra" e vc respondeu, algo como "ando até pensando nisso". Eu não mentiria, seu sam, não seria - vc sabe - leviano (palavra forte) de dizer algo q não tivesse me dito... E alto lá, tbm. O Serra, não é um Zé Sarnei! Collor, Garotinho, ou coisa parecida.

    E essa é a diferença entre nossos julgamentos, pra mim Lula Rousseff (os Sandy Junior da política), e Garotinho Collor Zé Sarnei de Melo, são a mesma pessoa.

    Votarei na Marina - sem entusiasmo – acreditando que ela saberia se cercar de uma boa equipe. E que ela, neste momento, é o melhor pro Brasil – se bem assessorada, pois sua plataforma está toda baseada na cultura.

    E a Cultura, seu Sam? Achas que a Lula Rousseff dará prioridade à cultura em sua gestão? Então estamos (quase) conversados.

    ResponderExcluir
  10. Sandrinha, minha amissíssima achocolatada... tadinha, ficou espremida entre as paixões de opiniões que se antagonizam... Mas tomou partido. Então vamos lá: Vc viu o programa político de ontem, dia da independência? Todo o mundo (brasileiros e brasileiras) estranhou: "qd o Lula e seu pronunciamento de praxe em respeito ao 7 de setembro? Ele não falou a nação nessa data, querida? Não? Sim, ele falou! No horário político da Dilma!... Aproveitou-se do programa político, e vestido a (mau) caráter aboletou-se no espaço - designado a candidata dele - , para desancar o legítimo protesto do Serra! Ou também não é legitima a indignação do candidato da oposição?... Mas Lula foi fazer o seu pronunciamento. O discurso... Chamar a campanha do adversário de baixaria eleitoreira e todas as etcs de experimentado palanqueiro que é! Meu Deus se um candidato do PSDB, DEM ou qualquer outro partido que não o PT fizesse algo próximo... Mas Lula pode! Lula pode perguntar “Quê dê o tal do sigilo!”, como se sigilo fosse coisa a ser escancarada ao povo como prova de que existiu a quebra... Mas o povo que o Lula está formando, é mesmo assim. Gente que confunde doce com dossiê. Gente que por um prato de comida entrega a alma pro demônio, até porque, demônio é chifrudo e tem rabo de ponta de seta. Ora! Isto é postura de um democrata? Cultivar a ignorância para com ela, obter retorno nas urnas? E como, em seu “pronunciamento de 7 de setembro”, mentiu L.I.L.S! E como torceu os fatos!... Meu deus, dizer que a oposição não tem lastro moral e ético é uma coisa... Dizer que esse sujeito que nos desgoverna, que aposta na impunidade e na máxima de que os fins justificam os meios, ainda é a melhor pessoa para ocupar o cargo (de manipulador da boneca de ventríloquo), é a coisa que mais me espanta, sabia, Sandra e Seu Sam? Com todo o respeito. Sou mais o democrata cristão, Ei ei ei mael...

    Ah, seu sam, O índio caminha noutro horário. Mas a esquerda festiva, essa não caminha. Vai de taxi ou de chofer, e costuma frequentar o mesmo bistrô que o Eike Batista frequenta. Tou podenu não, seu Sam... Mas a Tijuca, tamo aí!

    Abraços ao Sam, beijokas a Sandra. Aqui ninguém briga por política. Mas política não é Fla Flu.

    ResponderExcluir
  11. Ainda defendo o "tem governo, sou contra". Votarei nulo (não tem essa de voto útil) até que apareça alguém que me convença. Mesmo assim, caso vote, depois de e se eleito, passarei a vigiar a coerência entre discurso e prática do cabra.

    ResponderExcluir
  12. Grande Luiz! Este é cabra arrétadio! No sentido a da retidão mesmo.

    Mas é um problema pra mim. Não consigo votar nulo.

    Valeu a visita, brodi!

    ResponderExcluir
  13. Prezados amigos, não defenderei teses, nem tomarei partido publicamente, tendo em vista minha condição de Comendador-Geral dos Portos da Barra do Jucu, e adjacências.

    Política sempre faz com que eu recorde o senado romano, com seus senadores pedófilos, seus assassinatos sombrios e seus loucos governantes. Assim é a História. Não pretendo mudá-la.

    Espero apenas salvar-me do incêndio.

    Grande abraço, JL.

    ResponderExcluir
  14. Esse é o senhor João Lester... Muito me orgulha, mr. as suas visitas... E veja que boa coincidência:

    "O jazz, contra tudo o que é imperfeito e acaba, o jazz é coisa prodigiosa e infinita. E o fim da década de 50 ainda mais - deu álbuns extraordinários de forma generosa e fascinante. É um dos mistérios do mundo, um mistério bom. Invariavelmente, em todas as leituras e buscas, invariavelmente acaba-se a ouvir uma qualquer maravilha de 1957, 1958 ou 1959.

    Este escriba, por exemplo... Acabara de ouvir "Art 'n' Zoot", Art Pepper e Zoot Sims em concerto, álbum de princípio da década de 80, e tinha pensado "Ora aqui está um belo álbum que não é do final dos anos 50". Quinze minutos depois, sem nem perceber, estva eu a me deliciar com "The Cats", de Coltrane, Burrell, Flanagan e Idrees Sulieman. Às primeiras notas de "Minor Mishap" percebi que tinha chegado a um disco de onde não sairia tão cedo! De onde não sairia igual. Eventualmente, reparei na data: 1957. Caramba.

    Que nos 50s tenham gravado tantos em tão pouco tempo parece mentira. "The cats" é um dos quais. Entra pelos ouvidos, tem forma e som de Música, mas sabemos depressa na vertigem das rupturas existenciais, à beira de um mundo que se reinventa. Começa e continua... E só em nós qualquer coisa acaba."

    Ouvia agora The Cats, disco que desde que conheci, fiz questão de fazer capa e colocar esse texto - que faz do álbum, personalizado, uma obra ainda melhor - na contra-capa.

    É isso aí, mr. Lester: viva o jazz, viva a música, viva os grandes músicos que nos alimentam o espírito! As favas com essa corja. Tirando 3 ou 4 bem intencionados, o resto não passa de restos.

    ResponderExcluir
  15. Prezado Mr. Sônico, para não se pensar que sou completamente alienado, creio numa única saída: educação.

    Embora pareça ingenuidade, a educação é a única fé que me resa. É a única saída para a humanidade, parece-me.

    Por isso estudo muito, escrevo pouco e não falo.

    Grane abraço e obrigado pela indicação.

    JL

    ResponderExcluir
  16. Claro, seu mr. Sem educação não há solução. Veja eu como exemplo, depois q comecei a ser educado no jazzseen, continuo o mesmo ogro, mas o bom gosto pela boa música, ó... Quanta diferença!

    Abraços!

    ResponderExcluir
  17. Passei por aqui apenas para lhe desejar um ótimo fim de semana.


    bjs

    ResponderExcluir
  18. Mr. Sérgio, que prazer passar por aqui e ler postagens, comentários, respostas...Achei legal perceber que em muitos pontos pensamos igualzinho e sentimos a mesma indignação e até, uma certa perplexidade! O sentimento , na hora de votar na primeira eleição do atual presidente,( agora ele está pronto, já está à bom tempo na estrada, aprendeu tudo, vamos lá!)foi igual ao seu...E não votava por mim,que estava muito bem, obrigada, mas pelo País e na esperança de progresso de verdade, acertar a educação( de onde tirei isso? ), dar atenção ao terrível empobrecimento de grande parte da população, sem saúde , sem saneamento , sem água limpa...coisas básicas, sem as quais não podemos chegar à lugar algum...
    O Brasil cresceu...tb., se não crescesse ao menos um pouquinho, qd. o mundo em desenvolvimento crescia a passos bem largos, o Brasil dava passos pequeninos...saber que temos milhares de jovens que terminam o ensino médio sem saber ler ou os chamados analfabetos funcionais, leem e não entendem o que leram!
    Ontem vi na tv. uma matéria onde mostravam pesquisa que dizia: 1% dos universitários brasileiros são ANALFABETOS!!!! Muitos precisam de aulas com matéria do curso básico, são incapazes de entender o que é dito em sala de aula! Morro de pena das famílias que fazem um sacrifício enorme para terem seus filhos na "faculdade", e nem imaginam que, quando dali sairem,( se forem até o final do curso... ),não terão como exercer sua profissão, por absoluta falta de qualificação!
    E, como não entendem o que aconteceu, porão a culpa em "discriminação", só "filhinho de papai" consegue...por aí à fora...Sou de família pobre que se sacrificou bastante para que seus filhos estudassem em bons colégios, pelo menos no melhor que nossas posses permitissem, e os dois conseguiram entrar, honestamente ,para a UFRJ, na época o máximo em questão de formação...isso custou muito sacrifício e esforço, mas , por sorte, eu e meu marido tínhamos noção de que o importante era estudar, e por esse meio, melhorar suas vidas, o que realmente aconteceu. Agora, enganar a garotada, permitindo que os balcões de diploma proliferem,dizendo que a educação melhorou...Porque não formar todo esse pessoal em cursos técnicos bem estruturados, ao invés de acenar com a possibilidade de "fazer faculdade", que serve para enriquecer seus donos? E nosso "sistema de saúde quase perfeito", como teve a coragem de dizer, se não me engano, o próprio ministro da pasta?
    TRISTEZA! decepção!
    Abç.
    Carioca da Vila

    ResponderExcluir
  19. Pois é, Marisa, somos do mesmo time dos enganados. Parece que o povo q está satisfeito com o q ai está, nada do q acontece, abala sua credibilidade. Outro dia pensei que literalmente para baixar o nível de satisfação pró Lula (Dilma pra mim nem existe pra mim) nas pesquisas, quem sabe, uma denúncia de pedofilia resolvesse... Mas ai já era pensamento de um desesperado. Mas por fim, é claro que tantas denúncias na portinha das eleições, surtiriam algum efeito. E eu , se pensamos parecido à época que elegemos o Luis Inágcio, vc tbm, sou um otimista profissional! Já tenho esperança que um milagre aconteça, haja um 2º turno e essa corja petista vádi retro e em frente, pra onde nem me interessa saber, desde que seja bem distante do poder!

    Grato a visita. E prove a nossa música. Te asseguro q é a melhor coisa que a Casa tem a oferecer.

    ResponderExcluir

Uma obra de arte é um ângulo apreciado
através de um temperamento.
(Emile Zola)