sexta-feira, 23 de novembro de 2007

ISSA BAGAYOGO - TIMBUKTU



Portugal/blog Multipistas (músicas do mundo): Uma viagem ao Mali com Issa Bagayogo no álbum “Timbuktu”, o segundo deste cantautor e editado em 2002 é a nossa proposição. Issa Bagayogo cresceu numa pequena aldeia isolada, tendo então aprendido a tocar a kamele n’goni (uma harpa de caçador, equipada com seis cordas). Nos anos 90 foi até à capital, Bamako, onde conheceu o produtor Yves Wernert e o guitarrista Moussa Kone. Juntos decidiram fundir dois géneros tradicionais da música do Mali - o mandig e o wassoulou - com o techno (no seu país, Bagayogo é mesmo conhecido por “Techno-Issa”). O resultado é um género chamado afro-electro. As sonoridades griot e as velhas melodias do deserto cruzam-se então com a dub e com a música electrónica dançante. Um híbrido entre sons tradicionais e electrónicos que abre novas fronteiras às centenárias raízes Wassulu do sudoeste do Mali. O nome escolhido para este trabalho presta homenagem à cidade maliana que outrora integrou a rota de caravanas que atravessava o Saára e que foi um importante centro de expansão do Islão. Nas letras deste disco, Issa Bagayogo deixa mesmo clara a esperança de que Timbuktu, capital intelectual e espiritual no final da dinastia Mandingo Askia (século XVI) seja uma cidade multi-étnica, onde muçulmanos, cristãos e outras diversas etnias do Mali consigam viver em tranqüilidade. Acompanhado por um coro feminino, Issa Bagayogo aborda assuntos como a comunidade, o casamento, a tolerância racial, a globalização e a toxicodependência. No tema "Saye Mogo Bana", por exemplo, a morte é a principal referência. Uma canção antiga, à mistura com percussão e cordas eléctricas, onde o autor reflete: "a morte leva-nos a carne mas não o nome”…

Fonte: http://multipistas.blogspot.com/2006/11/emisso-30-11-novembro-2006.html

Observação: infeliz daquele que, sem experimentar, ligue as referências à eletrônica ou o apelido “Techno-Issa” àquela música essencialmente fria, monocórdia, aqui, na versão: a tribo de Zuludasreivi e seus batestaca drumimbeiz. Prejulgar e condenar, é correr risco de jamais saber o que se deixou de apreciar.

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5 comentários:

  1. Este é bom!

    Preto Véio

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  2. Pai Sônico24/11/07 07:30

    Mizifi acordô cedo. Esse branco azedo do terrero sônico agradece.

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  3. Meu fio, Deus ajuda a quem madruga e to fazendo uns trabaio e si tu quere fasso um bem feito pra nois afasta di ves a chata d Flavinha, o muié mágradecida, sô.
    Fique cum os Orixá, meu fio.

    Preto Véio

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  4. Esse disco é muito Bom! E não tem nada de techno, não esse techno tóchico que a garotada consome chupando bala de extase. É africano legítimo e na veia. Por falar nisso: Meeeengo!

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  5. SERGIO SÔNICO24/11/07 12:04

    Esse só pode ser o Dodô... É vc Doc?

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Uma obra de arte é um ângulo apreciado
através de um temperamento.
(Emile Zola)