quarta-feira, 4 de março de 2009

Antonio Hart - For Cannonball & Woody [1993]


As informações biográficas abaixo tem como fonte uma escola portuguesa, creio, intinerante, de especialização em jazz, de nome, Lisbon Jazz Summer School. Ao ouvir um dos discos que Hart participa, descobri (relembrei) como cheguei ao nome dele. O álbum, McCoy Tyner "Prelude & Sonata" de 1994, onde o altoísta me chamou a atenção. Corri atrás dos álbuns do cara e consegui esta obra prima! Outra coisa: até as fotos das capas dos discos de AH, são difíceis. Num álbum de figurinhas, Antônio Hart seria a mais disputada, embora tenha, como diz o texto abaixo, um de seus álbuns indicado ao Grammy. Anfã, Encontrei até a foto da capa, mas em tamanho tão redizidinho que nem me animou postá-la. Mas o disco, em espécie, vale mais que procura de foto de capa, faço isso porque a pobreza me obriga. pobre d'eu. Achar onde vende o álbum, sem ser em mp3, com capinha bonitinho, tbm não é muito fácil. Achei esse lugar aqui. Mas o disco é tão bom, bacana, que abri uma exceção e prescindi dessas frescuras de capa. Bom, as dicas mastigadas tão quase todas aqui, agora só falta a comprovação.


Bio da Lisbon Jazz Summer School:

"Antonio Hart, saxofonista, nasceu a 30 de Setembro de 1968, em Baltimore, Maryland. O seu interesse pelo jazz surgiu tarde, quando já tinha 17 ou 18 anos. Até então tinha estudado apenas música clássica. Depois de concluir a Baltimore School of Arts, frequentou a prestigiada Berklee School of Music em Boston, na qual a dedicação ao jazz se tornou mais consistente. Aí estudou com Bill Pierce, Andy McGhee e Joe Viola, os três professores que lhe deram as bases necessárias para vir a ser um músico profissional. Hart passou horas a fio nas salas de ensaio a tocar e na biblioteca a conhecer os discos dos seus músicos favoritos. Graças ao que aprendeu em Baltimore, acreditava que, enquanto músico devia procurar o equilíbrio entre a prática e o ensino. Por este motivo, procurou incorporar na sua formação uma forte componente de pedagogia musical (Music Education Major), uma opção que tanto o desafiou como o inspirou.


Hart travou conhecimento com vários músicos em Berklee, dos quais destaca Roy Hargrove, em cujos três primeiros discos participou, e com quem passou três anos em digressão mundial. O saxofonista considera Roy Hargrove um irmão na vida e na música, tendo-o convidado a participar no seu primeiro disco “For the First Time”.


Embora já tivesse uma actividade regular enquanto intérprete, Hart decidiu prosseguir estudos ao lado dos grandes mestres do jazz. Optou por realizar o Masters Degree no Queens College e aí teve a oportunidade de aprender com Jimmy Heath e com Donald Byrd. Convidou o primeiro para gravar o seu segundo disco “Don’t You Know I Care” (1992).


Desde então, como líder, Hart gravou “For Cannonball and Woody” (1993); “It's all good” (1994); “Here I Stand” (1998) na editora Impulse, ao qual foi atribuido o Grammy nomination for Best Jazz Instrumental Solo; “Ama tu sonrisa” (2001) e “All we Need” (2004).


Como sideman gravou ao lado de músicos como Roy Hargrove, The Dizzy Gillespie Big Band, Slide Hampton, Nancy Wilson, Freddy Cole, Cyrus Chestnut, Robin Eubanks, McCoy Tyner, Benny Green, Winard Harper, Dee Dee Bridgewater, Nat Adderley, Ray Brown, Monty Alexander, Terell Stafford, Dave Holland, Wallace Roney, entre muitos outros.


Hart divide o seu tempo entre o ensino na Aaron Copland School of Music no Queens College e e a sua actividade enquanto intérprete na sua própria banda, na [The] Dizzy Gillespie Big Band e na [The] Dave Holland Big Band. Nos seus tempos livres gosta de praticar artes marciais e de ouvir outros estilos de música em busca de diferentes fontes de inspiração. Tem como constante ambição o aperfeiçoamento da sua forma de tocar saxofone e de escrever música."


Antonio Hart - For Cannonball & Woody [1993]

11 comentários:

  1. Sergião ,
    pela sua menção no Jazzigo acho q vc vai curtir Dreamin of Cannonball do baterista Louis Hayes q lidera um quinteto “arretado”.Se conseguir achar pelas suas fontes é um cd q lamento não ter comprado na minha vida.Etava muito caro onde o encontrei , mas tive a sorte de assistir a performance sensacional do grupo original da gravação numa edição do Chivas Festival

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  2. E esse Antonio, Edu, conhecia? Tens alguns discos. Cara eu brinco nos meus textos mas é sério. Pr'eu abrir o prescente não postar com a capa é porque a coisa ultrapassou as normas da casa de tão boas.

    Vou correr atrás do Louis Hayes. Tenho algo com ele: ROOSEVELT WARDELL TRIO (WITH SAM JONES& LOUIS HAYES) 1960.

    Valeu a dica.

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  3. ops, leia-se precedente

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  4. Conheço Sergião,
    ele é daquela geração denominada Young Lions(início dos anos 90) e q veio a reboque da ressureição do jazz pregada pelo "pastor" Wynton Marsalis.Ele tem vários discos no grupo do trumpetista Roy Hargrove.Não tenho nada dele solo, só com o Hargrove.Mas parece ser uma excelente dica de sua parte.Como de hábito.

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  5. Valeu, Edu. Pelo perfil traçado na Bio portuguesa, tudo a ver com o pastor Wynton.

    Outra coisa: tenho muitos discos de Roy Hargrove. Um dos primeiros nomes, não tão conhecidos quanto os monstros sagrados, que descobri em minhas pesquisas/buscas por novidades.

    Essa é a nossa diferença q tenho q dar uma lamentadinha, sem, claro, ficar me remoendo: ouço o Hart, há alguns bons 5 anos, não me dando conta. Só vim a prestar atenção nele, ontem ou tresontonte, com o disco do McCoy Tyner.

    Quem sabe sabe, quem não sabe bate palma. Contanto q aprenda um pouquinho e tenha bom gosto, pra q lamentar?

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  6. Ouvi. Gostei bastante, apesar de, em algumas faixas, o clima big band não ter me agradado. O cara tem um sopro de primeira linha e merece respeito. Procurarei alguma coisa entre os amigos.
    Soube da guerra e mandei um Marsalis para você, sr. Sérgio.

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  7. Mudando "de pato pra ganso", antes q me esqueça: uma cantora q curto muito chamada Virginia Rosa ( não é jazz)lançou cd dedicado a obra do Monsueto.Como temos essa admiração mútua ,vai a dica.

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  8. Tenho, Edu! Se vc for na minha postagem do Monsueto, verá lá q o título "Um Baita Negão de se Admirar", se não me engano, é o título do álbum dela. Muito bom, por sinal. E foi graças a esse álbum q postei um especial Monsueto. Mas valeu o toque.

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  9. Irrepreensível escolha.

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  10. muito bom esse disco.
    também me interessei pelo swing do post posterior.
    vou já baixando pra conferir.
    abs e comento por lá o que achar...

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Uma obra de arte é um ângulo apreciado
através de um temperamento.
(Emile Zola)